A 2 Vara Criminal de Viana concedeu a Odessi Martins da Silva Júnior, conhecido como Lumbrigão, condenado pelo assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, ocorrido em 2003, o direito à progressão de regime para o semiaberto, depois do cumprimento de 11 anos de prisão em regime fechado. De acordo com o advogado de Odessi, Wander Omar Simon, seu cliente preencheu os dois requisitos para a progressão, além de ter sido aprovado em avaliação criminológica.
De acordo com o advogado, Odessi já cumpriu 1/6 da pena em regime fechado, o que é um requisito objetivo; e apresentou bom comportamento durante toda a pena, o que é um requisito subjetivo para a progressão de regime.
Wanderson acrescenta que o interno já desempenhava trabalho na prisão – ele cumpria pena do Presídio de Segurança Máxima I (PSMA I), em Viana – e vai ser avaliado para ser incluído nas listas para trabalhar em alguma das empresas que têm parceria com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).
Em setembro de 2004, Lumbrigão e Giliardi Ferreira foram condenados a 23 anos de prisão pelo assassinato do juiz Alexandre. Giliardi ganhou progressão de regime em 2010. Lumbrigão, que teve pedido de progressão negado, permanecia preso na PSMA I.
Nessa quinta-feira (21) Odessi seria ouvido pela procuradora federal Denise Neves Abade, como parte da instrução da Procuradoria Geral da República (PGR), que analisa o pedido de deslocamento de competência do crime do juiz Alexandre Martins, mas a informação não foi confirmada. O pedido de federalização do crime foi feito, em 2011, pela presidente da Associação de Mães e Familiares de Vítimas de Violência (Amafavv), Maria das Graças Nacort.

