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Júri de Pagotto pode afetar candidatura tucana

Além da desvantagem numérica em relação ao adversário na disputa pela prefeitura de Vitória, a campanha do ex-prefeito e ex-deputado federal Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) deve enfrentar um outro problema neste segundo turno. Começa nesta quarta-feira (10), o júri popular do empresário e ex-militar Sebastião de Souza Pagotto, acusado de ser o mandante da morte do advogado Joaquim Marcelo Denadai, que fez uma série de denúncias de corrupção durante a gestão tucana na Capital. 

Desde a confirmação do júri pela morte, ocorrida em abril de 2002, o julgamento dos acusados de participação no crime foi protelado por quase dois anos. A sessão do Tribunal do Júri chegou a ser marcada para o último dia 20 de agosto, mas foi adiado na véspera por conta da renúncia do então advogado do empresário, Homero Junger Mafra – atual presidente da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ES).

A manobra forçou o adiamento, garantindo que o caso não fosse trazido à tona durante o primeiro turno, quando Luiz Paulo liderava todas as pesquisas eleitorais de intenção de voto. Durante a campanha, o assunto não chegou a ser explorado diretamente pelos adversários, enquanto as notícias sobre o crime se resumiram às redes sociais.  

Naquele momento havia a expectativa de que a campanha tucana não seria afetada, já que o ex-prefeito poderia levar a disputa no primeiro turno. No entanto, a reviravolta eleitoral na Capital com a vitória do candidato Luciano Rezende (PPS) e a confirmação da realização do júri popular podem afetar o desempenho de Luiz Paulo. 

Na avaliação dos meios políticos, o julgamento pode reavivar a memória sobre as polêmicas em torno das gestões tucanas na Capital – além de Luiz Paulo, do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), que aparece como grande apoiador do candidato tucano. 

O júri popular de Sebastião Pagotto está marcado para às 9 horas, no antigo Fórum de Vila Velha (na Prainha). Ele é apontado como o principal beneficiário do suposto esquema de fraudes em licitações na área de limpeza de esgoto no período. Além do empresário, foram denunciados o ex-militar Dalberto Antunes da Cunha, Fabrízia Moraes Gomes da Cunha, Paulo Jorge dos Santos Ferreira (o Pejota) e Leandro Scárdua Magevski – este último também será julgado nesta quarta.

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