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Passageiros reclamam que serviço de táxi do aeroporto omite opções de tarifa

A passageira desembarca no Aeroporto de Vitória e pede um táxi. A atendente do ponto, que trabalha para a Associação dos Permissionários de Táxi do Aeroporto de Vitória (Apta), imediatamente entrega um recibo à passageira no valor de R$ 17, correspondente à “corrida fechada” do aeroporto até a Rodoviária de Carapina — trajeto que se faz em menos de cinco minutos.
 
A passageira embarca no táxi sob protestos. Considera o valor alto para o curto trajeto. No caminho, comenta com o taxista que o valor aferido no taxímetro seria bem mais em conta que os R$ 17 pagos na “corrida “fechada. 
 
O taxista concorda e acrescenta que a escolha entre as duas tarifações era prerrogativa da passageira. Ela alega que a atendente da Apta não lhe informou sobre a possibilidade de escolher entre uma ou outra tarifa. 
 
Indignada, a passageira chegou a ligar para atendente para tirar satisfação. A atendente, porém, respondeu que não informa sobre as opções porque a maioria dos clientes conhece a política de tarifa da Apta. 
 
É para evitar histórias como as da passageira Fernanda Araújo Vacari, que postou a reclamação no endereço da Apta, no Apontador, que o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da 35ª Promotoria Justiça e do Centro de Apoio de Defesa do Consumidor (CADC), fará uma reunião nesta sexta-feira (13), com a associação. 
 
O MPES vai apurar se a Apta está descumprindo o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinada com a associação e taxistas em 2010. Segundo o MPES, um consumidor teria registrado reclamação no Procon estadual, que está incumbido de fiscalizar o cumprimento do TAC.
 
A reunião pretende esclarecer se os usuários do serviço de táxi no aeroporto estão sendo informados sobre as duas opções de tarifa: taxímetro ou “corrida fechada” — cobrada a partir de uma tabela com valores pré-fixados e trechos previamente estabelecidos.
 
Além dos representantes do MPES e do Procon estadual, devem participar da reunião o subsecretário municipal de Transportes de Vitória, José Eduardo de Souza Oliveira, e o diretor-presidente da Apta.

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