Depois da paralisação das atividades no escritório brasileiro, a Telexfree anunciou a suspensão das operações também em sua sede, localizada nos Estados Unidos. A medida foi anunciada no site internacional da companhia, que também entrou com pedido de recuperação judicial na corte americano. No início de abril, a Justiça capixaba já havia rejeitado o pedido de recuperação feito pela empresa Ympactus Comercial, sediada em Vitória, que representava a Telexfree no país.
Segundo informações do portal de notícias UOL, o site internacional da empresa (www.telexfree.com) traz uma mensagem oficial em inglês declarando a suspensão das atividades da empresa. No último dia 13 de abril, a empresa entrou com pedido de recuperação em Massachusetts. O pedido ainda não foi apreciado pelo juízo. Neste período, a Telexfree suspendeu todas suas atividades e negócios “enquanto cuida de certos assuntos com a Corte de Falências e cuida de procedimentos pendentes com a SEC e outras agências do governo”.
Na nota oficial, a empresa alega que “é possível que os clientes enfrentem interrupção ou descontinuação do serviço”. A companhia também proibiu associados independentes e promotores de representar a Telexfree de agora em diante sem a provação de um novo plano de compensação pela corte. Nos Estados Unidos, a empresa é acusada da prática de pirâmide financeira, que seria mascarada com a venda de planos de telefonia via internet (VoIP).
No último dia 9, o fundador da empresa, James Merrill, foi preso por ordem da Justiça americana. O sócio brasileiro Wanzeler, cofundador da Telexfree, é considerado foragido. Nessa quarta-feira (14), a mulher de Wanzeler, a brasileira Katia Wanzeler, foi presa no aeroporto JFK, em Nova York, enquanto tentava sair do país. Segundo o UOL, ela é considerada uma testemunha-chave no caso, e a investigação aponta que contas bancárias em seu nome foram usadas para transferência de dinheiro da Telexfree.
As primeiras ações contra o Telexfree partiram da Justiça Estadual do Acre, que chegou a suspender as atividades da empresa em junho do ano passado. O caso gerou a reação dos divulgadores que moveram uma série de ações nos tribunais superiores e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a decisão da justiça acriana, porém, a investida não foi bem-sucedida.

