Após concluir a eleição de sete novos desembargadores ao longo de 2014, o Tribunal de Justiça do Estado (TJES) deve ampliar a renovação interna até o final do próximo ano. Em 2015, serão abertas cinco vagas no Pleno, sendo quatro destinadas à magistratura e uma do Ministério Público. As novas cadeiras devem ser distribuídas entre os juízes pelo critério de antiguidade e merecimento, enquanto a promoção do membro ministerial ficará a cargo do governador eleito Paulo Hartung (PMDB).
A primeira vaga será aberta em fevereiro com a aposentadoria da desembargadora Catharina Maria Novaes Barcellos, atual vice-presidente da corte. Ela vai deixar a corte em função da aposentadoria compulsória pelo limite de idade (70 anos). A cadeira será distribuída ao togado com mais tempo de carreira. Novamente, o primeiro nome da lista de antiguidade é o juiz Arthur José Neiva de Almeida, que já teve a sua indicação rejeitada em duas ocasiões nos últimos anos.
Nos bastidores da corte, a expectativa é de que o nome do magistrado poderá ser aprovado no novo exame, levando em consideração os votos obtidos na última rejeição – foram 18 votos dos 23 possíveis pela rejeição de Arthur Neiva, sendo que eram necessários 16 votos para impedir a promoção. Diferentemente do que ocorreu nas votações anteriores, o juiz não recorreu da decisão no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o que evitaria um novo desgaste do tribunal no órgão de controle.
Em março será a vez da aposentadoria do desembargador José Luiz Barreto Vivas, que é oriundo do Ministério Público Estadual (MPES). O nome indicado deverá sair de uma lista tríplice que será votado pelos desembargadores após a sugestão de seis nomes a ser enviado pelo órgão ministerial. No entanto, a decisão final será do futuro governador Paulo Hartung (PMDB). Os meios políticos indicam o favoritismo do ex-procurador-geral de Justiça, Fernando Zardini Antônio, que já foi secretário da Justiça de Hartung e foi indicado pelo peemedebista para chefia da instituição.
As três vagas restantes serão preenchidas nos meses de maio (na cadeira do desembargador Carlos Roberto Mignone), julho (Paulo Roberto Luppi) e setembro (Carlos Henrique Rios do Amaral). A primeira escolha será por merecimento, enquanto as restantes serão distribuídas alternadamente por antiguidade e mérito.
Para as vagas por merecimento, os meios jurídicos apontam o favoritismo dos juízes mais votados nas últimas eleições, como Jorge Henrique Valle dos Santos e, Marianne Judice de Mattos. Também foram mencionados nos últimos pleitos os juízes: Jaime Ferreira Abreu, Raimundo Siqueira de Souza, Júlio César Costa de Oliveira e Heloísa Cariello.
Já a lista de antiguidade tem continuidade com os nomes de: Elisabeth Lordes, que poderá ficar com a segunda vaga ou até mesmo a primeiro, no caso de nova recusa do primeiro da relação; Cristovão de Souza Pimenta; Rachel Durão Correa Lima; e Maria Cristina de Souza Ferreira.

