Depois de figurar entre os tribunais com pior desempenho do País, o Tribunal de Justiça do Estado (TJES) montou uma força-tarefa para reverter essa imagem. Desde a última terça-feira (22), a corte passou a contar com um grupo de servidores que vai atuar na melhoria dos sistemas de estatística. O trabalho deve contribuir para o envio de dados corretos ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que é responsável pela compilação das informações a nível nacional.
A administração do TJES justifica o mau desempenho no mais recente anuário Justiça em Número à remessa de informações imprecisas ao órgão de controle. A partir da criação da força-tarefa, a ideia é que o grupo fique dedicado à produção e ao envio de dados fiéis sobre as atividades da Justiça estadual. A primeira missão dos servidores será a conquista do Selo Justiça em Números, criado pelo CNJ com o objetivo de premiar os tribunais com mais investimentos na área de gestão de informação.
De acordo com informações do tribunal, o grupo de trabalho vai acompanhar o andamento de todos os requisitos para o alcance das categorias Prata, Ouro ou Diamante do selo. Os dados deverão ser enviados ao CNJ até a próxima quarta-feira (30). A previsão é de que os tribunais vencedores sejam conhecidos no Seminário Justiça em Números, no segundo semestre deste ano.
Na ocasião, os efeitos da medida adotada pelo chefe do Judiciário estadual, desembargador Sérgio Bizzotto, poderão ser medidos. Entretanto, a área técnica da corte vislumbra um resultado positivo. Segundo a analista do Núcleo de Estatística do TJES, Raquel Azevedo Dutra, “o tribunal já atende a todos os Requisitos Mínimos, que se referem ao encaminhamento de dados estatísticos anuais, semestrais e retificações dentro dos prazos estipulados pelo CNJ”.
Para atender aos requisitos de Gestão da Informação, o TJES promoveu ações diversas, como a criação do Núcleo de Estatística, que compila diariamente dados de vários setores e unidades judiciárias. Em relação aos requisitos de Extração de Dados, o tribunal divulgou que conta com um banco de dados com todos os sistemas judiciais do Estado: Ejud, Eprocess, Siep e Projud. Segundo o tribunal, o próximo passo é a implantação de um sistema informatizado em turmas recursais do interior.

