Em reunião realizada nessa sexta-feira (29), no Museu de Biologia Mello Leitão (MBML), em Santa Teresa (região serrana), a senadora Ana Rita (PT) se comprometeu com a Associação dos Amigos do Museu de Biologia Mello Leitão (Sambio), a intervir para acelerar o processo de promulgação dos decretos que regularizam a criação do Instituto da Mata Atlântica (INMA). O pleito será apresentado à ministra do Planejamento, Miriam Belchior.
O compromisso foi assumido em retorno às reivindicações da presidente da Sambio, Margareth Cancian, que reclamou da lentidão na aprovação dos decretos que regulamentam a Lei 7437/2010, que transforma o museu em instituto. Entidades e comunidade científica reivindicam há mais de dez anos a mudança.
Para que a lei seja regulamentada e a transição efetivada, é necessário que um decreto do Ministério da Cultura (MinC) seja publicado, retirando o MBML de sua estrutura administrativa. Também é necessário outro decreto, por parte do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI), inclui o INMA em sua estrutura.
A Sambio também solicitou à senadora que apoie os pleitos apresentados à bancada capixaba para que seja iniciada a construção do Instituto Nacional da Mata Atlântica. Em carta-compromisso entregue à entidade, Ana Rita se dispôs a ser porta-voz das reivindicações no governo federal, no pouco tempo em que ainda atuará no Congresso, comprometendo-se a atuar efetivamente junto com a bancada capixaba para incluir a construção do Núcleo de Pesquisas e Coleções do INMA no Orçamento Federal de 2015.
Ana Rita também reiterou o seu compromisso com a entidade e com a comunidade científica capixaba, e considerou, no documento, que os problemas estruturais do MBML são uma questão urgente, “pois não podemos colocar em risco o inestimável acervo científico sob guarda de dedicados e abnegados pesquisadores e funcionários do Museu”.
A transferência da estrutura do Mello Leitão do MinC para o MCTI era um pleito antigo de pesquisadores, e a pressa com que os servidores tratam tal transição se deve à dificuldade de manutenção do atual Instituto. Após anos de carência de material de estudos e de pessoal, há a esperança de que, com a gestão definitivamente atribuída ao MCTI, hajam investimentos estruturais efetivos nas pesquisas desenvolvidas no local.
O Mello Leitão foi criado em 1949 pelo naturalista Augusto Ruschi (1915-1986), que recebeu do Congresso Nacional, em 1994, o título de “Patrono da Ecologia do Brasil”. A instituição, que desenvolve trabalhos com foco na biodiversidade da Mata Atlântica do Estado e voltados para educação e difusão científica na área de biodiversidade e na área de pesquisa e investigação científica, é uma das principais do país ligadas ao patrimônio natural.

