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Associação rejeita proposta da Vale sobre passivo ambiental

A proposta da Vale para retirada do passivo ambiental da Ponta de Tubarão, na Praia de Camburi, em Vitória, foi rechaçada pela Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC). A empresa pretende aterrar a área. 
 
O plano foi apresentado na manhã desta segunda-feira (1º), em decorrência do fim do prazo de 90 dias estabelecido em acordo entre a AAPC, o Ministério Público do Estado (MPES), o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e a Vale.
 
O aterro oconsiste no despejo de areia limpa na área, com prazo de execução de 32 meses – a praia ficaria interditada por 14 meses. A área tem 110 mil metros quadrados, com 170 mil metros cúbicos de minério e areia.
 
A mineradora também apresentou um estudo, feito por uma empresa terceirizada, que levou em consideração os dados de acompanhamento do passivo da própria Vale desde o ano de 1993. Com esse estudo, a Vale quis mostrar que a vida marinha já está ambientada ao minério depositado na região.
 
Mas, como bem considerou Paulo Pedrosa, presidente da AAPC, o minério não é inerte e prejudica a vida marinha. A situação mais crítica é a dos animais, sobretudo os ouriços, que ficam completamente encobertos pelo material escuro e brilhante. Além disso, a integração dos cidadãos com a praia também é uma problemática, uma vez que é impossível frequentar a Ponta de Tubarão e não sair com resquícios de minério grudado no corpo.
 
Por isso mesmo, o plano de aterro apresentado pela Vale foi recusado pela associação. Para a AAPC, o projeto nada mais é do que uma maquiagem do real problema ambiental provocado pelas pelotas e pó de minério, já em avançado estado de degradação.
 
A entidade luta há mais de quatro anos pela despoluição da área e não cessará suas reivindicações enquanto a Vale não se comprometa a fazer a dragagem do minério acumulado desde a década de 1970, como informa Pedrosa.
 
As reivindicações da associação são de conhecimento da mineradora desde o ano de 2009, quando lhes foi entregue um documento que, dentre várias outras medidas, exigia a limpeza da areia e a despoluição da praia no que se refere ao minério da empresa.
 
Em 30 dias, será feita uma nova reunião para que a AAPC, o MP e a Vale entrem em acordo. Na ocasião, associação apresentará uma defesa com estudos que contestam a versão da Vale e reivindicará audiências públicas a respeito da obra.
 

 

 

 

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