Um estudo de espaço adequado para trilhas no Parque Estadual da Fonte Grande, em Vitória, está sendo elaborada por um Grupo de Trabalho e deverá ser finalizada em meados do mês de fevereiro, como informa a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam). O estudo respeitará as exigências do plano de manejo do parque.
Além do estudo, será elaborada também uma proposta de recuperação para a área degrada pela prática não autorizada do ciclismo, registrada em outubro de 2013 no parque. Ambas as propostas serão posteriormente apresentadas ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema). A secretaria comunicou que técnicos fizeram uma vistoria no local impactado pela abertura não autorizada de trilhas e constataram que o impacto da ação foi de pequena monta.
A trilha usada por ciclistas para a prática de mountain bike no interior do Parque da Fonte Grande foi aberta sem nenhuma consulta ao conselho gestor do parque ou à coordenação de áreas protegidas . Se houvesse consulta a esses órgãos, a atividade poderia, até mesmo, ser autorizada.
A atividade ilegal chegou a ser flagrada também no Parque Paulo César Vinha, em Guarapari, e na Reserva Biológica (Rebio) Duas Bocas, em Cariacica. O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), responsável por ambas as unidades, informou que desde que Século Diário publicou uma matéria sobre o mesmo problema nessas unidades de conservação, não foi registrado mais nenhum ciclista nas unidades. Duas Bocas ainda sofre com a entrada de pedestres sem autorização, já que o espaço de uma Rebio não é aberto à visitação. O Iema também informou que os gestores desta reserva abriram um inquérito na Polícia Civil contra os ciclistas.
A trilha do Parque da Fonte Grande reutiliza o mesmo local onde, na década de 1980, foi aberta uma estrada que daria acesso a um loteamento que seria construído na atual área do parque, mas que foi impedido como resultado de uma ação civil pública. Edson Valpassos, presidente da AAPFG, registra que, especificamente nesse local, a trilha não poderia ser aberta por conta da degradação já sofrida anteriormente. Entretanto, se fosse elaborado um parecer técnico, a viabilidade da atividade poderia ser avaliada e, então, autorizada em outro local.
O conselho do parque e a Associação dos Amigos do Parque da Fonte Grande (AAPFG) afirmam que, de modo algum, são contrários à atividade, desde que ela seja devidamente autorizada pelos órgãos competentes.
O Movimento Ciclistas Urbanos Capixaba (CUC) reforça que é favorável ao esporte e inclusive quer praticá-los, desde que este seja praticado em locais planejados e autorizados para tal fim e conforme a legislação vigente em cada parque. Eles lembram que, à exceção da Rebio, onde o nível de restrição para preservação ambiental é maior, existe a possibilidade de que a prática seja implementada nos outros locais, desde que com a devida autorização do conselho gestor. O grupo que pratica as atividades nas reservas não tem relação com o CUC.
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Ciclistas rebatem acusações O Bike Park Fonte Grande e a União dos Ciclistas Capixabas (Unibikes), entidades que possuem membros praticantes da modalidade no Parque, alegaram que a trilha, aberta há anos, foi apenas usada pelos ciclistas, sem que esses praticassem qualquer atividade de dano ambiental na unidade de conservação. Eles ainda opinaram que o Parque da Fonte Grande é pouco explorado para atividades como o ciclismo. |

