A Secretaria de Meio Ambiente de Vitória (Semmam) confirmou que há um grupo de estudos da Câmara Municipal acerca do tema, mas que não há prazos para divulgação de resultados. Os moradores de Jardim Camburi que estiveram presentes na reunião do chamado Gabinete Itinerante, do prefeito de Vitória Luciano Rezende (PPS), nessa segunda-feira (15), cobraram mais uma vez da prefeitura ações para o passivo ambiental da Praia de Camburi, e para conter a poluição do ar.
O passivo existe na área norte da praia e é composto de pó e pelotas de minério descartadas pela Vale na década de 70. No último dia 2 de abril, em reunião realizada entre a mineradora, a Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC), a Associação dos Moradores da Ilha do Boi, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) e o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), foi acordado que a empresa terá 90 dias, desde aquela data, para retirar o minério acumulado na área.
A Vale também foi condenada pela Justiça Federal a arcar com as despesas de estudos sobre a qualidade do ar, da água e do solo da Grande Vitória, que serão feitos por uma empresa de São Paulo.
O tema é recorrente desde as primeiras ações do gabinete itinerante, que aconteceram em dezembro de 2012. A proposta do prefeito de já discutir e estudar a questão mostra um avanço com relação à gestão anterior, que não se mostrou aberta a discutir a situação.
Em 2011, o então prefeito João Coser (PT) vetou o Projeto de Lei n°458/2009, de autoria do vereador Namy Chequer (PCdoB), que previa a instituição do Programa Municipal de Controle de Poluição do Ar, alegando que o assunto é muito complexo e o município não possuía profissionais com conhecimento técnico na área.
Em janeiro deste ano, o secretário de meio ambiente da prefeitura, Cléber Guerra, e o vereador Namy Chequer tiveram uma reunião para discutir a implementação da lei. Entretanto, com o surgimento do grupo de estudos, o tema não foi mais debatido.