Nesta segunda-feira (1), começa o defeso do Sururu de Costão Rochoso (Perna perna), que vai até o dia 31 de dezembro, período em que a cata e a comercialização dos sururus estarão proibidas devido ao período de reprodução do mexilhão. A proibição segue a Instrução Normativa do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) 105/2006, que estabelece regras de ordenamento pesqueiro para extração do sururu e proíbe, anualmente, a extração, abastecimento dos cultivos, transporte, beneficiamento, industrialização, armazenamento e comercialização no período, na faixa costeira entre o Espírito Santo e o Rio Grande do Sul.
Os pescadores e marisqueiros da Capital, entretanto, que até o ano de 2012 recebiam cestas básicas da Prefeitura de Vitória no período de defeso, tiveram a entrega do benefício suspensa pela administração do atual prefeito Luciano Rezende (PPS). Os quase 500 pescadores e marisqueiros atuantes em Vitória estão desde o ano passado sem receber as cestas básicas.
É a primeira vez, em 16 anos, que os pescadores ficam sem receber o auxílio. Os pescadores, que nas eleições de 2012 apoiaram a candidatura do ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), acreditam que a suspensão do benefício seja uma represália política por parte do atual prefeito, que venceu a disputa contra o tucano. Os pescadores planejam protestos nos arredores da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), caso até o início do defeso a distribuição das cestas básicas não seja regularizada. Em outubro, começa o defeso da piracema e, em novembro, o do camarão.
Não é a primeira vez que a gestão de Luciano Rezende gera problemas entre pescadores e marisqueiros da Capital. No começo de sua gestão, os catadores de sururu que atuavam na Ilha do Frade foram retirados da região. Os moradores da ilha, cujo maior problema é o pó preto da Vale, reclamavam da fumaça proveniente do processo de extração dos mariscos.

