Passadas as curtas férias do governador Renato Casagrande e dada posse aos suplentes dos deputados eleitos prefeitos em 2012, Executivo e Legislativo agora devem intensificar o debate sobre a acomodação das forças políticas na Assembleia Legislativa no restante do mês de janeiro.
A Casa realizou uma sessão solene nessa segunda-feira (7) para dar posse a quatro dos cinco suplentes dos deputados que deixaram a Assembleia para assumir as prefeituras para as quais foram eleitos. Os trabalhos na Casa serão retomados somente no dia 1º de fevereiro, com a eleição da Mesa Diretora.
A presidência já foi definida depois de uma movimentação do atual presidente Theodorico Ferraço (DEM), que endureceu o discurso contra o governador no ano passado, mas depois da derrota no período eleitoral, sem conseguir eleger seus aliados, o deputado diminuiu o ritmo dos ataques ao Palácio Anchieta. Mesmo assim, conseguiu o aval do governador Renato Casagrande para ser reconduzido ao cargo.
Para os meios políticos, o governador deu uma demonstração de forma, com a derrota de Ferraço na eleição municipal, ao mesmo tempo em que evita que Ferraço seja uma voz de embate no cenário político, o que fortaleceria o ex-governador Paulo Hartung, agora aliado de Ferraço.
Mas para o aval na recondução de Ferraço à presidência da Casa, o governador quer influir na escolha dos demais cargos da Mesa. E será neste sentido que o mês de janeiro será movimentado no que diz respeito ao debate entre os dois poderes. Mas esta não é a única questão a ser discutida.
A acomodação do deputado Esmael Almeida (PMDB), que deixará a Casa com o retorno de Rodrigo Coelho (PT) ao plenário, para dar lugar ao ex-prefeito de Cariacica Helder Salomão na Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, tem dado dor de cabeça. A expectativa é de que o governador acalente o peemedebista com o um cargo no governo. O problema seria onde.
Nessa discussão há ainda uma vaga no Tribunal de Contas do Estado a ser aberta no final de maio com a aposentadoria do conselheiro Marcos Madureira. O governador pretendia indicar o deputado Dari Pagung (PRP), mas o PT quer negociar a vaga em favor do deputado Claudio Vereza. Isso, de certa forma, acomodaria Esmael, que é do PMDB e ficaria com a vaga do petista.
O problema é que a questão só será resolvida no final do semestre a aí haveria duas soluções: ou adiaria o retorno de Coelho à Assembleia ou se tentaria uma antecipação da aposentadoria de Madureira.

