As alianças estaduais são um ponto de divergência entre o presidente do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a ex-senadora Marinha Silva (Rede). Os socialistas, em alguns estados, vêm se aproximando do PSDB e, como mostra reportagem desta sexta-feira (29), do jornal Valor Econômico. Essa movimentação vai de encontro ao interesse da Rede em lançar candidaturas próprias em alguns estados.
No Espírito Santo, essa questão fica minimizada pelo fato de o governador Renato Casagrande, socialista, ter direito à reeleição e a Rede não ter um nome com densidade eleitoral para superar Casagrande nas urnas em 2014. Resta então, a observação sobre a composição do palanque.
O PSDB teria problemas com o palanque de Renato Casagrande, caso o PT permanecesse como integrante da tríade partidária que elegeu o socialista em 2010. Mas está cada vez mais concreto para os meios políticos que o PT deve mesmo fechar questão com o PMDB, formando um palanque para Dilma Rousseff no Estado.
O palanque seria puxado preferencialmente pelo ex-governador Paulo Hartung, ou pelo senador Ricardo Ferraço, e com o ex-prefeito de Vitória, o petista João Coser, como candidato ao Senado. A estratégia é justamente isolar o palanque socialista nos estados. Embora Casagrande tenha demonstrado interesse em manter a aliança com o PT, a neutralidade oferecida não foi bem recebida pela cúpula nacional petista.
Com o PT fora do palanque palaciano, a aproximação entre PSDB e PSB seria fácil, mas algumas arestas devem ser aparadas. Tradicionalmente, o PSDB forma alianças com PPS e DEM. Mas em 2014, o cenário será diferente. A disputa entre Luciano Rezende (PPS) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) pela prefeitura de Vitória, em 2012, deixou sérias mágoas entre os dois e caberia ao governador Renato Casagrande acomodar as lideranças de forma a evitar atrito entre elas.
Outro parceiro tucano que já está se alinhando ao grupo do governador é o DEM, que já tem a liderança do governo na Assembleia. O presidente do partido, o prefeito de Vila Velha Rodney Miranda, também mantém uma cordial relação com o governador Renato Casagrande.
Luciano Rezende já declarou o apoio do PPS ao candidato socialista Eduardo Campos, que por sua vez tem um acordo por cima com o presidenciável tucano Aécio Neves de apoio mútuo. Ou seja, de o PSB apoiar os candidatos tucanos e os tucanos os candidatos socialistas onde os nomes de cada partido estiverem mais fortes.
No Estado o PSDB apresentou a possibilidade de disputar o governo com o ex-prefeito de Colatina Guerino Balestrassi, mas ele não teria recursos, nem força nos palanques, para superar Casagrande na eleição, por isso, uma aliança poderia ser feita com ganhos para os tucanos, que precisam de composições fortes para a disputa proporcional.

