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André Moreira assume comando do PSol e partido vai manter critério de alianças

O PSol realizou IV Congresso Estadual no último sábado (21). No encontro, o advogado André Moreira foi eleito presidente do partido. Três chapas se inscreveram para a disputa. Além da eleição de Moreira, o partido também definiu algumas deliberações que vão balizar o comportamento para o processo eleitoral do próximo ano. 
 
Três chapas se inscreveram, mas havia já uma construção das plenárias municipais. Além da Ação Popular Socialista (APS), com a candidatura de Moreira, também apresentaram candidatura a Unidade Socialista, que é majoritária nacionalmente; e o PSol de Luta, que une duas outras correntes do partido. Depois de apresentadas as teses de cada chapa, a APS de André Moreira prevaleceu.
 
Do encontro também saíram duas resoluções. A primeira trata das alianças que o partido pode fazer para o próximo ano. A escolha de alianças deve envolver questões programáticas. Dentro desse tema também foi apresentado o rol de integrantes que se colocaram como disponíveis para a disputa do próximo ano, embora os cargos não sejam definidos agora. 
 
O partido debate também a necessidade de uma candidatura nacional e o grande questionamento, embora não se tenha colocado o nome dele na discussão, é a possibilidade de o partido ter o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, para disputar a Presidência da República nas eleições do próximo ano. Parte do partido entende que é preciso buscar nomes do próprio PSol, depois que o deputado federal Chico Alencar (RJ) abriu mão deste papel. 
 
Outra deliberação é funcional. O desafio da nova gestão é a de transformar o PSol em um Partido Vivo, com a organização dos diretórios municipais com reuniões periódicas, manifestação diante de temas importantes, sempre com consulta às bases, sempre dentro da visão do partido. 
 
Isso também influi nas aquisições de quadros do partido. O PSol não quer se transformar em uma alternativa para parte dos petistas insatisfeitos com o partido. 
 
O partido também debate a questão do isolamento da legenda. Com base no resultado das eleições de 2016, em que o PSol teve um desempenho melhor que 12 siglas na disputa pelas prefeituras capixabas (somou 77.194 votos), os militantes entendem que o caminho escolhido tem dado certo e por isso não seria interessante buscar acordos programáticos que possam afastar o PSol de seus ideais. 

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