A composição das alianças para a disputa proporcional foi uma das movimentações mais complicadas do período que antecedeu o registro das candidaturas. Na distribuição das chapas e pernas para a eleição de deputado estadual a situação foi ainda mais delicada, devido ao número de candidaturas, da profusão de lideranças sem mandato de olho nas vagas e do peso dos partidos nas coligações.
Neste sentido, a tendência é de que haja uma eleição bem acirrada com os candidatos disputando voto a voto a preferência do eleitor, sem perder de visa as somas dos votos de legenda. Na Assembleia, os deputados buscam a reeleição, tentando superar a expectativa de renovação de metade do plenário atual.
No palanque do governador Renato Casagrande, os partidos se dividiram em quatro pernas. A que é encabeçada pelo PSB pode conseguir de cinco a sete cadeiras na Assembleia. Tudo vai depender da sobra e a chapa prevê uma média de 20 a 30 mil votos de legenda.
A coligação conta ainda com PPS, PSD e PMN. Entre as apostas do grupo, os deputados Freitas (PSB) e Sandro Locutor (PPS). Entre as novidades os destaques são Macaciel Breda (PSB), o vereador da Serra, Bruno Lamas (PSB); o ex-prefeito de Santa Maria de Jetibá, Hilario Roepke, o Gatinha (PPS), o ex-secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, Jadir Péla (PSB) e o ex-secretário de Transportes de Vitória, Max da Mata (PSD). O grupo aposta ainda no retorno de um veterano, o ex-conselheiro do Tribunal de Contas e ex-deputado estadual Enivaldo o dos Anjos (PSD).
Outra coligação do palanque palaciano é a que é formada pelo PTN, PLS, PTdoB, PP e o PTB. A novidade nesse grupo é Erick Musso (PP), neto do ex-deputado Heraldo Musso, de Aracruz. Os outros destaques da chapa são o deputado Jamir Malini (PTN) e os ex-deputados, Marcos Madureira (PTdoB), Cacau Lorenzoni (PP) e Vanildo Sarnaglia (PTdoB).
Na perna formada por PR, PV, PSC e PPL, Gilsinho Lopes (PR) e Gildevan Fernandes (PV) podem permanecer na Assembleia. O grupo faz de duas a três vagas e neste sentido, abre-se espaço para a disputa das novidades, como Abel Santana Júnior (PV), de Cachoeiro da Itapemirim e o delegado Danilo Bahiense (PR).
A chapa formada pelo PRB, PTC, PHS, PRTB, PSDC e PCdoB pode fazer de dois a três deputados e o grupo tem novidades com potencial de eleição. Caso do radialista Cirilo de Tarso (PCdoB), de Colatina; o presidente da Câmara de Cariacica, Marcos Bruno (PRTB); a vice-prefeita de Linhares, Eliana Dadalto (PTC) e o empresário também linharense, Sérgio Pessotti (PRB).
No palanque do candidato ao governo pelo PMDB, Paulo Hartung, o número de candidatos e o potencial de eleição também são grandes. A chapa encabeçada pelo PMDB e seus sete deputados estaduais, a principio, assustou as lideranças políticas, mas a coligação com DEM e PEN pode eleger de seis a oito deputados estaduais e a possibilidade de chegar a 30 mil votos de legenda anima os candidatos.
Entre as apostas do PMDB estão os deputados estaduais José Esmeraldo, Marcelo Santos, Hercules Silveira, Esmael Almeida e Luzia Toledo. No DEM, Theodorico Ferraço e Atayde Armani são os mais próximos da reeleição. O ex-prefeito de Guarapari, Edson Magalhães, tem o favoritismo dos eleitores da cidade saúde e ainda conta com o apoio irrestrito de Ferraço. O grupo ainda pode ter o candidato mais bem votado da disputa, o ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon (PMDB). O PEN pode conseguir eleger o ex-deputado estadual e atual vice-prefeito de Vila Velha Rafael Favato.
A outra perna do palanque de Hartung é formada pelo PSDB e SD e pode conseguir quatro cadeiras na Casa. Neste grupo, a briga é grande e os destaques são o ex-secretário de Saúde do Estado e ex-deputado estadual Anselmo Tozi (PSDB); a ex-prefeita de São Gabriel da Palha, Raquel Lessa (SDD); Miro Vilarim (SDD), que perdeu a eleição para prefeito em Itaguaçu, em 2012, por 200 votos; o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Edson Bastos (SDD); o vereador Luiz Emanuel (PSDB) e o ex-prefeito de João Neiva Luiz Carlos Peruchi (PSDB). O grupo pode garantir a reeleição do deputado Marcus Mansur (PSDB).
Ainda no palanque de Hartung está a imprevisível chapa do PRP e Pros, que pode garantir três cadeiras. A reeleição do deputado Dary Pagung (PRP) é a única coisa mais provável, mas quem serão seus colegas de bancada é difícil prever. A ex-vereadora da Serra Sandra Gomes (PRP) e a ex-subsecretária de Assistência Social Sandra Shirley (PRP) sãos apostas, assim como Claudia Lemos (PRP), em Cachoeiro de Itapemirim, mas com um batalhão de candidatos que com uma média de 8 mil votos, a chapa é muito equilibrada para se fazer apostas concretas.
No palanque do candidato ao governo pelo PT, Roberto Carlos, está a chapa mais complicada, formada por PT e PDT, que pode eleger de quatro a seis deputados estaduais. O grupo também pode ter uma sobra de 30 a 40 mil votos. No PT, o deputado estadual Rodrigo Coelho se credencia à reeleição, mas o partido deve ter muitas novidades, como Padre Honório, em Colatina, e o ex-subsecretário de Direitos Humanos, Perly Cipriano.
O PDT pode garantir a reeleição de seus deputados Da Vitória, Euclerio Sampaio e Luiz Durão. Colado com a candidatura do ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, que disputa a Câmara, está o vereador Nacib Haddad.
Faltando menos de 40 dias para as eleições, o quadro pode ter muitas alterações, sobretudo na reta final, quando o material de campanha vai descer com mais força para as ruas. As apostas das lideranças políticas levam em conta as movimentações desses candidatos e seu volume de campanha.

