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Bairros de classe média ‘homogênea’ favoreceram reeleição do prefeito

Os candidatos a prefeito de Vitória passaram a disputa do segundo turno, tentando conquistar os votos dos bairros em que não tiveram bom desempenho no primeiro turno. Luciano Rezende (PPS) repetiu a má votação nos bairros de classes D e E. De outro lado, Amaro Neto (SD) não conseguiu penetrar nos bairros A e B. O que decidiu o pleito favoravelmente para o prefeito foram os bairros de classe média. Luciano conquistou a reeleição neste domingo (30), com 51,19% dos votos (95.458 eleitores) contra 48,81% (91.034 eleitores). Uma diferença de pouco mais de quatro mil votos conquistada praticamente em dois bairros.

Jardim Camburi e Jardim da Penha foram decisivos para a vitória de Luciano. Esses bairros tem um perfil de classe média bem homogênea, e são mais identificados com os bairros de classe alta. Já nas localidades em que a classe média é mais heterogênea, o candidato do Solidariedade conseguiu equilibrar a disputa.

Amaro venceu na maioria dos bairros, 32, e Luciano em apenas 17. Em síntese, Lucinao levou vantagem nos bairros mais populosos e Amaro nos mais populares. Os bairros em que Luciano venceu tem os maiores colégios eleitorais da cidade, caso de Jardim Camburi, que tem 29. 667 eleitores. No bairro, o prefeito conseguiu 16.654 ante 6.546 de Amaro.

A importância do bairro estava no radar da campanha do candidato da oposição. Tanto que Amaro intensificou suas caminhadas nos dois bairros, sobretudo em Jardim Cambuti, mas não conseguiu minar a vantagem de Luciano. No primeiro turno, a diferença foi parecida. O prefeito conseguiu 14.422 e Amaro 4.122.

Em Jardim da Penha, o desempenho de Amaro foi bem melhor que no primeiro turno. Ele passou de 1657 votos para 3.203. Por lá também Luciano aumentou sua vantagem, saltou de 9.704 para 11.611. O bairro tem 31.859, o que mostra que 10.544 eleitores, cerca de um terço, não votaram em nenhum dos dois. Cabe ao prefeito agora buscar aumentar seu capital nos bairros menos favorecidos da cidade, onde ele nao conseguiu penetração na eleição.

Ao todo, um quinto da cidade rejeitou a ambos. Somados, abstenções, brancos e nulos representaram 46.330 eleitores (19,89%). Nos quatro municípios (VItória, Serra, Cariacica e Vila Velha) onde houve segundo turno na Grande Vitória, a média de abstenção foi de 26%.

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