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Caminho do PSDB capixaba é aliança com o DEM na proporcional

O campo de acomodação para as eleições proporcionais deste ano ficou restrito para o PSDB. Apesar de as lideranças do partido não se considerarem isoladas no processo eleitoral, o atual cenário não conta mais com os partidos que estiveram com os tucanos em 2010. Dos parceiros antigos, apenas o DEM deve permanecer ao lado do PSDB na disputa de outubro próximo. 
 
O partido perdeu seus principais aliados por causa de mudanças no cenário local e nacional, ocorridas de 2010 para cá. Depois de entrar em rota de colisão com o então candidato a prefeito de Vitória, Luciano Rezende, na disputa de 2012, o PSDB rompeu com o PPS. 
 
Além do PPS, outro aliado que não deve caminhar com os tucanos este ano é o PTB. Os dois partidos estão juntos em uma coligação que aglutina também outras três siglas novas, uma delas dissidente do próprio DEM, o PSD. Ao lado dos recém-criados Pros e Solidariedade, fecharam uma chapa que passa bem longe do ninho tucano. 
 
O partido, que planeja ampliar sua participação na Câmara dos Deputados, vai ter de adiar seus sonhos. A disputa por uma cadeira em Brasília deve ficar entre os ex-prefeitos de Vitória e Vila Velha, respectivamente, Luiz Paulo Vellozo Lucas e Max Filho.

 
Com o recall da disputa de 2012, eles podem acirrar a disputa. Já o deputado federal Cesar Colnago, deve ter dificuldade. Deputado da oposição ao governo federal, o Colnago ficou isolado na bancada, além disso seu desempenho no comando do PSDB capixaba não fortaleceu as articulações deste ano, dificultando sua própria movimentação.
 
O DEM pode reforçar a chapa com votos, mas sem um nome de peso para a disputa, vai atuar como força auxiliar do PSDB. O partido estudava a possibilidade de o presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço, disputar a vaga de federal, mas não há uma definição nos meios políticos de que o deputado do DEM vá mesmo entrar na disputa. 
 
Outra meta do partido é fazer bancada de deputado estadual. Na eleição de 2010, o PSDB saiu tão desgastado que não conseguiu representação na Assembleia. A vaga que hoje ocupada pelo deputado Marcus Mansur foi conquistada pela suplência com a eleição de 2012,  que da tirou da Assembleia três deputados que “viraram” prefeitos. 

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