terça-feira, abril 21, 2026
25.6 C
Vitória
terça-feira, abril 21, 2026
terça-feira, abril 21, 2026

Leia Também:

Campanha de Hartung é marcada por ‘apoios de fachada’

As movimentações de apoio ao palanque do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) seguem uma dinâmica diferente das eleições passadas, motivada pelas mudanças no cenário político dos últimos anos. As mudanças começam no PMDB com aliados antigos do ex-governador. 
 
No início do ano, o senador Ricardo Ferraço tentou colocar o nome para o governo do Estado, mas não recebeu apoio do partido, que, em sua maioria preferia permanecer no palanque do governador Renato Casagrande (PSB). 
 
Quando Hartung começou seus movimentos para a candidatura ao governo, Ricardo declarou apoio à candidatura de Casagrande, mas com a confirmação do palanque de Hartung, o senador foi “enquadrado” pela Nacional, voltando atrás. Agora foi a vez de o ex-governador Gerson Camata dar meia-volta para o palanque do PMDB.
 
Esses apoios, porém, são para a frente das câmaras, não se consolidam nas atividades cotidianas da campanha. Apoios só de aparência.
 
Mão dupla
 
Se os apoios que Hartung recebe são para “inglês ver”, a recíproca é verdadeira. O ex-governador também tem apoiado dissimuladamente a candidata ao Senado, Rose de Freitas (PMDB). O mesmo acontece com alguns candidatos proporcionais, que clamam pelo apoio do peemedebista sem sucesso. O palanque que seria edificado por Hartung para fortalecer a campanha do presidenciável tucano Aécio Neves no Estado foi esquecido, depois que o ex-governador viu o colega mineiro despencar nas pesquisas eleitorais, caindo de segundo para terceiro nas intenções de votos.
 
O ex-governador vem fazendo campanha ao lado de alguns aliados muito específicos, mostrando que seu grupo encolheu depois que deixou o governo em 2010. Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), por exemplo, aliado antigo, vem fazendo a campanha de forma independente. Ensaio uma aproximação com Hartung, mas ficou nisso. 
 
No palanque de Hartung também está o ex-prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB), que é desafeto político do candidato do PMDB. 
 
Essa dinâmica tem feito com que os ex-aliados e desafetos estejam formando uma nova rede de apoios, independente da cabeça de chapa. Ao mesmo tempo em que isola seus aliados, Hartung também fica sem alguns importantes apoios e caso seus ex-aliados se elejam e ele também, poderá ter problemas de diálogo com as bancadas. No Senado, por exemplo, em caso de eleição de Rose de Freitas, nada garante que ela fará uma mandato tabelando com Hartung. A relação estremecida também o afasta de Ricardo Ferraço e Magno Malta (PR) nunca foi próximo de Hartung. 

Mais Lidas