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Candidato de todos, Namy Chequer é eleito presidente da Câmara para o biênio 2015/16

Fotos: Leonardo Sá/Porã

Havia muito tempo que Câmara de Vitória não elegia um presidente tão unânime. Em sessão extraordinária nesta sexta-feira (1), 14 vereadores aprovaram o nome de Namy Chequer (PCdoB), com “louvor”, para comandar o Legislativo municipal no biênio 2015/2016. Formam a futura nova Mesa com Namy, Vinícius Simões (PPS), Rogerinho Pinheiros (PHS), Wanderson Marinho (PRP), Davi Esmael (PSB), Neuzinha Oliveira (SDD) e Zezito Maio (PMDB), respectivamente, primeiro, segundo e terceiro vices-presientes e secretários.

 
O consenso em torno do nome do comunista não foi estabelecido apenas em função de acordos políticos, mas porque os parlamentares entenderam que Namy é a liderança mais qualificada para assegurar a independência da Casa durante o processo sucessório municipal de 2016. 
 
Nem o mais dos otimistas imaginaria que desfecho do imbróglio criado em torno da antecipação da eleição da nova Mesa da Câmara acabaria em troca de gentilezas, abraços e apertos de mão. 
 
A iniciativa de antecipar a eleição partiu da oposição, e imediatamente causou um mal-estar nos aliados do atual presidente da Casa Fabrício Gandini (PPS), que inicialmente interpretou o movimento dos oposicionistas como uma manobra para desestabilizar a gestão do prefeito Luciano Rezende (PPS).
 
Superado o abalo inicial, o grupo de Gandini também passou a defender a ideia de antecipação da eleição da Mesa, como queria a oposição, mas para uma data ainda mais presente. Os governista queriam que os atuais vereadores participassem da votação, já que na próxima terça-feira (5), pelo menos oito parlamentares, começando pelo presidente Fabrício Gandini que é vice de Renato Casagrande (PSB), se licenciam da Casa por mais de dois meses para disputar as eleições de outubro. 
 
Gandini e seus aliados temiam que a votação da Mesa numa Câmara “desfigurada” poderia ser arriscada. 
 
O nome de Namy acabou surgindo do bom senso. Embora o comunista seja o atual líder do Executivo na Câmara, não se pode dizer que ele é “homem” do prefeito. 
 
Na votação desta sexta-feira, ficou patente o respeito e admiração dos vereadores por Namy. O vereador do PCdoB, que acumula cinco mandatos na Câmara, talvez seja a única liderança na atual legislatura capaz de conciliar “gregos e troianos”. 
 
Esse consenso em torno do nome do futuro presidente da Câmara ficou ainda mais explícito quando vereadores de todas as colorações partidárias passaram a elogiá-lo. 
 
“Vossa excelência sabe dar o pão e sabe dar o castigo”, filosofou Zezito Maio (PMDB). Ele disse que a Casa, durante as eleições municipais de 2016, se tornará um verdadeiro caldeirão, mas destacou que Namy tem habilidade para mediar com sabedoria os conflitos. 
 
Luiz Emanuel (PSDB) também não poupou elogios ao comunista. Ele salientou que a Câmara não pode ser subserviente ao Executivo durante o processo sucessório. O tucano afirmou que a gestão de Namy vai superar a de Gandini. E se colocou à disposição para ajudá-lo.
 
O vereador Max da Mata, assim como outras lideranças, enfatizou a sabedoria, ética e respeito como qualidades do vereador. Destacou também o equilíbrio e serenidade de Namy, mesmo nos momentos de divergência. “Namy, sua eleição é um presente para a cidade de Vitória”, resumiu Max da Mata. 
 
Outros vereadores que pediram a palavra discursaram na mesma linha de Max da Mata. Sempre exaltando o caráter do comunista e sua habilidade de exímio articulador. 
 
Gandini também comemorou a escolha do seu sucessor. Ressaltou que sua gestão, com a ajuda dos 14 vereadores, conseguiu resgatar a reputação da Casa perante a população de Vitória. “Esse foi o grande esforço de tentar reconstruir a imegem desta Casa e aproximá-la da população”, destacou. 
 
Após quase duas horas de elogios, só restou a Namy agradecer aos colegas o apoio. Ele reafirmou o compromisso de manter o processo de reconstrução iniciado pela atual Mesa, que passa a ser conduzida pelo vereador Davi Esmael (PSB) no período de licença de Gandini. 
 
Namy disse que o trabalho de reconstrução da reputação do parlamento já começa a dar seus primeiros resultados. Ele afirmou que o grande número de vereadores disputando as eleições deste ano é um indicador de que essa boa reputação já está sendo reconhecida pela população. 
 
O vereador do PCdoB destacou seu compromisso em manter a independência da Casa durante o processo sucessório de 2016. “Essa boa reputação conquistada é que assegura a independência da Câmara. Uma Casa bem avaliada pela população garante essa independência”, finalizou.

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