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Candidatura de Marina Silva põe em risco reeleição de Dilma

A confirmação da candidatura da ex-senadora Marina Silva pelo PSB, na chapa que era capitaneada por Eduardo Campos, vai colocar em sério risco a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). No Estado, com um candidato ao governo com menos densidade eleitoral que os demais, o PT terá dificuldade em sustentar um palanque que equilibre o jogo nacional.

O cenário eleitoral com a morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos se modificou completamente e impõe ao PT uma realidade muito complicada. Campos vinha mantendo uma média de intenção de votos de na casa dos 9%, segundo as principais pesquisas, deixando o candidato tucano Aécio Neves (PSDB) como o nome mais provável para encarar Dilma no segundo turno.

A expectativa do mercado político, porém, é de que Marina Silva tenha uma densidade eleitoral superior à do tucano, potencializada pela tragédia envolvendo a substituição na chapa socialista. Alguns observadores já especulam que as próximas pesquisas colocaram Marina em empate técnico com Aécio. Caso isso se confirme, e Marina Silva ultrapasse Aécio, a reeleição de Dilma Rousseff será uma tarefa muito mais complicada, pois a disputa deve se acirrar entre as duas candidatas num eventual segundo turno. Sobretudo, porque Marina pode receber o apoio de Aécio Neves na segunda fase da disputa.

Neste sentido, não só os grandes colégios eleitorais serão o foco das candidatas. Os 2,6 milhões de eleitores capixabas tornam-se um campo importante de disputa, principalmente porque se trata de um Estado da região Sudeste. E no Espírito Santo a vantagem de Marina é maior do que a de Dilma.

Em 2010, Marina Silva saiu vencedora no primeiro turno das eleições em Vitória e Vila Velha.  Dilma seguiu o retrospecto do PT no Estado e perdeu as eleições no Espírito Santo. Enquanto Marina tem a função de manter e ampliar o desempenho da eleição passada no Estado, Dilma precisa conquistar os eleitores capixabas.

Outra desvantagem para a presidente está no palanque local do partido. Marina Silva, substituindo Eduardo Campos, terá a seu favor o palanque do governador Renato Casagrande, que segue em uma disputa acirrada com o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) na disputa estadual. Já o candidato do PT ao governo, Roberto Carlos, tem uma densidade eleitoral inferior a dos seus adversários, o que complica a visibilidade da campanha nacional.

Já Marina tem como desvantagem as posições tomadas no processo que envolveu a “não-criação” de seu partido, a Rede Sustentabilidade. Para muitos de seus apoiadores, a decisão de se filiar a um partido tradicional soou como oportunista, o que pode ter afastado parte dos eleitores que lhe deram vitória no Estado em 2010

Caberia ao candidato ao Senado, João Coser, que tem mais densidade de votos, puxar o palanque nacional para Dilma, mesmo assim ele não tem a mesma força política que Casagrande. Fora isso, a ideia difundida no mercado político é de que o petista conta com o apoio “clandestino” do ex-governador Paulo Hartung, que está coligado com o PSDB de Aécio Neves, prejudica ainda mais a possibilidade de Coser fazer campanha para Dilma.

Dilma veio ao Estado em junho deste ano para uma agenda administrativa. Marina esteve recentemente no Espírito Santo, no papel de vice na chapa de Campos. Como as duas vão administrar a campanha no Estado pode ser um fator importante para a somatória nacional.

 

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