O governador Renato Casagrande precisa imprimir sua marca no governo para disputar a reeleição em 2014. Embora tenha um desempenho invejável no campo político, sua gestão continua com os olhos fechados para a área social, o que pode ter reflexo em seu palanque à reeleição.
A análise é do cientista político Antônio Carlos de Medeiros. Em entrevista a Século Diário neste fim de semana, ele faz um balanço do ano que termina e mostra como o governador se consolidou no processo eleitoral deste ano com suas movimentações, que chama de “matreiras”, mas que corre o risco de perder para ele mesmo se não inverter a pauta de prioridades do governo.
As áreas de saúde, educação e segurança criam uma dívida social que precisa ter respostas. Como Casagrande dá continuidade ao governo de seu antecessor, Paulo Hartung (PMDB), não coloca como prioridade as carências dessas áreas sociais.
Segundo Antônio Carlos de Medeiros, o senador Magno Malta (PR), que ensaia uma candidatura ao governo, pode se transformar em um grande opositor, já que essas carências casam com o discurso da família, que Malta consegue utilizar muito bem.
Na entrevista que vai ao ar neste sábado (29), Antônio Carlos de Medeiros fala também sobre a pauta federativa e como isso tomou conta do governo do Estado e ainda vai assombrar Casagrande por, pelo menos, mais dois anos.
Aborda também a atuação da bancada federal e estadual, o fortalecimento dos podere, e a forma como o governador comanda a classe política em uma outra esfera de relação, que garante um governo de consenso, com espaço para o contraditório e algumas concessões.

