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Chapa do PMDB para disputar reeleição à Assembleia será ‘enxugada’

Dono da maior bancada na Assembleia Legislativa, com sete deputados, o PMDB deve continuar assim depois das eleições de outubro, mas com uma possível redução de pelo menos dois candidatos.
 
Dos sete ocupantes de cadeiras na Assembleia na atual legislatura, devem mudar de sigla os deputados Gildevan Fernandes e Esmael de Almeida, que já mantém contatos com outros partidos.  
 
Gildevan Fernandes precisa de garantias para uma boa acomodação, já que teve o capital testado na disputa de 2016, quando era líder do Governo na Assembleia, e não obteve êxito. A candidatura que ele apoiou à prefeitura de Pinheiros, do cunhado Tico Gagno (PMDB), saiu derrotada do pleito. Gildevan já administrou o município, que é seu principal reduto eleitoral.
 
Já Esmael de Almeida tem uma atuação considerada sofrível, muito restrita ao público evangélico, onde disputa espaços com vários postulantes a uma cadeira no Legislativo estadual. Euclério Sampaio (de saída do PDT) é um dos deputados que avança para esse território desde o final do ano passado, apresentando bandeiras conservadoras.

Já o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, que tinha sua saída do partido considerada certa e iniciou conversas com várias siglas, parece ter esfriado as movimentações. Ele tem sido visto em todas as solenidades do governo ao lado de Paulo Hartung e deve enfrentar, somente em Aracruz, sua base, concorrência de outros 15 candidatos. Erick perdeu a disputa à prefeitura em 2016 e pretende permanecer na Assembleia até 2020, para novamente tentar a eleição municipal. 

 
A missão de acomodar os mais bem votados e buscar um consenso de enxugamento da chapa, a fim de garantir maior densidade eleitoral, cabe ao presidente estadual do PMDB, deputado federal Lelo Coimbra.
 
Nesse sentido têm lugar garantido na chapa de reeleição Dr. Hércules, Marcelo Santos, José Esmeraldo e Luzia Toledo, que depois de desistir do risco de tentar a Câmara Federal, disputará o oitavo mandato. 
 
Lelo vem adiando a reunião com os integrantes da bancada, que deveria ter sido realizada na terça-feira (9), transferindo-a para a semana que vem. Ele espera que, até lá, a conversa já esteja fechada e com os nomes que comporão a chapa definidos.  
 
O deputado Gilsinho Lopes (PR), alvo de especulações no mercado político como provável candidato a deputado federal pelo PMDB, fica fora do partido. Terá que se arrumar no PR ou buscar outra sigla para poder disputar a reeleição para a Assembleia. 

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