Diferentemente do atual vice-governador Givaldo Vieira (PT), o vice-governador eleito César Colnago (PSDB) vem fazendo movimentos políticos que indicam que sua passagem pelo governo Paulo Hartung terá uma função bem mais ativa. Além de cotado para assumir uma secretaria do novo governo, ele também tem se aproximado do deputado federal eleito Max Filho (PSDB) para garantir o aumento de filiações ao ninho tucano.
Para os meios políticos, Colnago procura um fortalecimento de seu capital político para não se tornar dependente de Paulo Hartung. Contrariando boa parte do partido no período eleitoral, Colnago levou o PSDB para o palanque de Hartung e bancou as possíveis conseqüências da aliança.
A eleição de Hartung garantiu a vaga de vice para Colnago, que naquele momento da eleição era visto como um candidato a deputado federal que poderia não se eleger. Colnago acabou saindo fortalecido das eleições. Dentro do PSDB, os ânimos que pareciam muito exaltados no período eleitoral, hoje estão mais apaziguados. Mas isso não significa que a paz será perene no ninho tucano.
Os movimentos de Colnago em busca de novos quadros mostram que o resultado das urnas não é suficiente para garantir sua colocação no jogo político, até porque há outras lideranças para serem acomodadas no grupo de Hartung.
Uma vez no cargo de vice-governador fica mais fácil atrair as lideranças, mas para isso precisa mostrar que não será apenas o ocupante de um cargo de expectativa. Nos quatro anos de governo Renato Casagrande, Givaldo não acumulou cargo, mesmo assim conseguiu circular pelo Estado, o que o ajudou a conquistar os mais de 50 mil votos em sua candidatura a deputado federal.
Mas isso não garantiu ao petista um fortalecimento político. Já os vices de Paulo Hartung sempre tiveram outra função no governo. O deputado federal reeleito Lelo Coimbra (PMDB) foi secretário-chefe da Casa Civil e secretário de Educação; Ricardo Ferraço (PMDB) assumiu Agricultura e Transportes. Essas lideranças, porém, tiveram seus voos controlados por Hartung.
Para garantir uma visibilidade e articulação maior, Colnago já mostrou interesse em ocupar uma das secretarias do novo governo e no leque de escolhas estariam três pastas: Agricultura, Saúde ou até mesmo Educação. Dessas, a mais provável seria Saúde.
Embora Colnago já tenha sido titular da pasta da Agricultura, Saúde tem um orçamento maior, além disso, como médico, o tucano teria uma aproximação maior com a pasta.

