O vice-governador César Colnago tem encontrado muita dificuldade em acalmar os ânimos dentro da Executiva do PSDB no Estado. Muitas lideranças têm defendido o desembarque da sigla do governo Paulo Hartung (PMDB), depois que o governador ampliou o espaço para lideranças do PT no governo.
Para os meios políticos, a discussão sobre as siglas, na verdade, é apenas o pano de fundo para uma insatisfação tucana que vem desde o início do governo. Mas o partido tem a vice e, para Colnago, o clima de animosidade entre o PSDB e o governador não é favorável. Colnago seria o sucessor de Hartung na disputa de 2018, mas o peemedebista já dá sinais de que mudou de ideia em relação a um apoio a Colnago.
As avaliações nos bastidores seriam de que Hartung veria dificuldade em eleger o vice, por isso, estaria buscando outros nomes para a sucessão. Chegou a cogitar um acordo para trazer Ricardo Ferraço para a disputa ao governo, de olho na vaga do senador. Mas Ferraço teria o respaldo do partido para a reeleição. Daí a resistência do ninho em receber Hartung em seus quadros.
Outro movimento que repercute no ninho tucano é a estratégia do governador em colocar na equipe lideranças que rivalizam com seus quadros. É o caso de Vila Velha, em que o governador nomeou o ex-prefeito Rodney Miranda (DEM) na Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb). Em breve deve anunciar o ingresso de outro ex-prefeito, Neucimar Fraga (PSD), para a pasta do Turismo.
Nos bastidores, a movimentação seria uma forma de conter o prefeito Max Filho (PSDB), uma liderança que não teria a confiança palaciana e um nome em potencial para a disputa de 2018. Enquanto Hartung desprestigia o partido que o ajudou a se eleger em 2014, o coro dos insatisfeitos só aumenta e ganha força dentro do ninho. A ponto de o deputado estadual Sérgio Majeski assumir a posição de opositor ao governador na Assembleia.
Hoje no ninho, embora Colnago seja uma liderança respeitada pelos tucanos, cada vez mais seu projeto se afasta dos interesses da Executiva. O espaço da vice dificulta a debandada, mas o vice-governador tem cada vez mais dificuldade em conter a exposição da insatisfação dos colegas de partido, o que deve dificultar bastante uma renovação da aliança com o governador em 2018.

