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Com ou sem alianças, Coser é hoje majoritário para comandar o PT

Embora a eleição que definirá o comando do PT capixaba seja somente daqui a um ano, a campanha de João Coser já começou. O grupo que o apoia já trabalha para criar consenso em torno do nome do prefeito de Vitória. Além dos aliados de primeira hora, como o subsecretário estadual de Trabalho, Tarciso Vargas, da Ala Sindical do partido, e do atual presidente da legenda, José Roberto Dudé, Coser ganhou um reforço de peso com os cerca de três mil novos filiados do partido.

Críticos de Coser questionam a filiação de “baciada” empreendida pelo grupo do prefeito. Eles alegam que não foram respeitados critérios históricos do partido, como os princípios ideológicos, para fazer a filiação. Os novos petistas, segundo alguns opositores de Coser, seriam usados como “voto de cabresto” nas eleições para escolha do presidente da sigla, em 2013.

Os que resistem em entregar o comando do partido a Coser, também não descartam a hipótese de Dudé renunciar à presidência para abrir o precedente para um mandato tampão, que seria articulado em favor do prefeito. Com o comando do partido na mão, a estratégia permitiria que Coser pavimentasse com mais facilidade a sua candidatura para 2013. Mas são apenas suposições.

Controvérsias à parte, o fato é que hoje Coser é o favorito para comandar o partido. A resistência de lideranças como Perly Cipriano (corrente Democracia e Participação) e Iriny Lopes (Articulação de Esquerda) ainda não é considerada ameaça para o projeto do prefeito.

Comenta-se que Iriny, inclusive, estaria interessada em disputar o comando do partido com o prefeito. Por enquanto ela nega. E diz que a preocupação agora é tirar o partido do estado “fluido” em que se encontra, juntar os pedaços que ficaram pelo caminho após as eleições deste ano, e recompor o partido para a disputa de 2014.

Desde a disputa à prefeitura de Vitória, quando o grupo de Coser decidiu apoiar o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) em detrimento da candidatura de Iriny Lopes, o clima no partido azedou e aumentou o racha que já existia entre o grupo do prefeito e as correntes opositoras.

A disputa para Câmara de Vitória também provocou descontentamento em candidatos e lideranças do partido, que entenderam que Coser, como chefe do Executivo, não teve nenhum pudor em apoiar publicamente os candidatos da preferência dele.

É verdade que essas rusgas de campanha podem ter desaparecido junto com o fim das eleições, mas não há garantias também de que esses “credores” do prefeito apresentem a fatura na ocasião das articulações que irão definir o comando do partido.

Caso isso aconteça, o prefeito poderá ter até um pouco mais de trabalho para alinhavar as costuras que vão assegurar-lhe o comando do partido, mas, dificilmente, o grupo rival terá força para quebrar a hegemonia de Coser e tirar o partido de suas mãos.

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