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Com Theodorico Ferraço no comando, Assembleia

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que deve ser aprovada em segundo turno pela Assembleia Legislativa nesta terça-feira (4), praticamente, confirma o nome de Theodorico Ferraço (DEM) à presidência da Casa para o biênio 2013-2014.

Mas do que o pacto de paz selado entre Ferraço e o governador Renato Casagrande – que acabou endossando o nome do atual presidente -, o mandato “tampão” (um ano) e mais os dois anos que Ferraço deverá ter pela frente inauguram um novo momento na Assembleia, no qual a figura do presidente passa a ter novamente peso nas decisões políticas do Estado.

A queda de braço entre Ferraço e Casagrande pela aprovação da PEC da reeleição, mostrou que as relações de força mudaram no pós-Hartung. O atual governador passou a olhar a Casa com outros olhos, e o presidente, no caso, Ferraço, também foi obrigado a aceitar as regras do jogo para poder continuar na “mesa”.

No episódio da PEC, Ferraço soube a hora certa de recuar, quando o governador lhe pediu para deixar a discussão para depois do período eleitoral. Na retomado da discussão, pós-eleições, Casagrande retirou seus vetos ao nome de Ferraço, reconhecendo que o atual presidente da Assembleia soube respeitar as regras do jogo e segurou a discussão, como queria o governador. O recuou de Ferraço foi a prova que Casagrande precisa para se convencer de que o demista também sabia jogar com o regulamento na mão.

As articulações com direito a rusgas e farpas para se definir a sucessão da presidência da Casa, eram situações políticas estranhas ao modelo de política imposta pelo então governador Paulo Hartung.

Com Hartung à frente do governo, os presidentes da Assembleia passaram a ter um papel meramente figurativo. O perfil para comandar a Casa exigia do postulante, primeiramente, subserviência incondicional ao chefe do Executivo.

O antecessor de Ferraço, Rodrigo Chamoun (hoje no Tribunal de Contas), ainda obedecia ao perfil dos presidentes forjados por Hartung. A entrada de Ferraço no comando da Casa, no entanto, começou a alterar a relação de forças entre o Executivo e o Legislativo.

Político tarimbado, Ferraço soube trabalhar internamente o fortalecimento do seu nome como o mais preparado para retomar o espaço perdido pela Casa na Era Hartung. Prova disso é que existe entre os deputados uma unanimidade em torno do nome de Ferraço para presidir a Assembleia nos próximos dois anos. Evidências da força do atual presidente.

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