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Decisão da coligação de Campos vai influir na eleição estadual

Nos próximos 10 dias, a coligação que apoiava a candidatura de Eduardo Campos a presidente da República vai se reunir para definir o rumo do grupo nas eleições deste ano. Com a morte do presidenciável pernambucano, a tendência é de que o grupo aposte as fichas na candidatura de Marina Silva, embora a vice na chapa de Campos enfrente muita resistência entre os socialistas.
 
Caso Marina contorne os problemas com a cúpula socialista e receba o aval para disputar a eleição para presidente, a decisão do grupo vai influenciar no processo eleitoral do Estado, não só porque o governador Renato Casagrande é do PSB e busca a reeleição, mas porque a Rede Sustentabilidade capixaba se divide em relação ao processo eleitoral local.
 
A Rede no ES não fechou apoio a nenhuma candidatura majoritária, deixando livres os filiados para se movimentarem como quiserem. No grupo há os independentes, os militantes filiados ao PSB e os membros ligados ao PPS. Este último grupo, que orbita o prefeito de Cariacica Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), é que estaria incomodando mais no palanque de Casagrande. 
 
O estopim das divergências foi a escolha do ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga (PV) para o lugar de Fabiano Contarato, na disputa ao Senado pelo palanque socialista. A Rede queria participar do processo de escolha, o grupo ligado ao PPS, inclusive, cogitava apresentar o nome de Luiz Claudio Ribeiro para a vaga, mas não foi sequer ouvido.

Quando veio ao Estado ao lado de Eduardo Campos, Marina Silva se preocupou em reforçar a aliança com o palanque de Casagrande. Ela, inclusive, fez questão de enfatizar a presença de Neucimar Fraga no grupo, ponto de discórdia da Rede. Marina chegou a dizer que Neucimar tem a mesma origem que a dela, o que para os meios políticos foi lido como uma forma de enquadrar seus apoiadores no Estado que estavam insatisfeitos com a indicação do ex-prefeito de Vila Velha.

 
A escolha de Marina Silva para o comando da candidatura mexe como cenário local porque não se sabe como será feita a relação com o socialista. Casagrande passaria a trabalhar não por um presidenciável de seu partido, mas pela aliada. Neste sentido, a Rede pode vir a ser colocada diante de um novo posicionamento em relação ao palanque de Casagrande. 
 
Mas em nível nacional, Marina também tem dificuldades a superar em relação ao PSB. O grupo se colocou contra várias decisões socialistas nos colégios eleitorais mais importantes do Brasil. Dentro do PSB Nacional, muitos integrantes não acreditam na fidelidade da ex-senadora ao projeto socialista em caso de eleição. Além disso, o ninho da pomba também se divide com apoiadores de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), com quem Eduardo Campos fez várias costuras até o primeiro semestre deste ano. 
 
A ex-senadora, porém, ganhou um importante aliado na construção de uma possível candidatura. O irmão de Eduardo Campos, o advogado Antônio Campos declarou apoio à candidatura de Marina Silva à Presidência, como informou o portal A Tarde

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