O recurso impetrado pelo prefeito Edson Magalhães (PPS) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que foi levado ao Supremo Tribunal Federal (STF), pode criar mais problemas para seu grupo do que vantagens. Os meios políticos acreditam que dificilmente Magalhães vai conseguir reverter a decisão sobre sua eleição, e o recurso pode adiar ainda mais o segundo pleito no município.
A classe política local avalia que se a eleição não acontecer em fevereiro, como está previsto, corre risco de o prefeito não conseguir transferir votos para seu aliado Orly Gomes (DEM). Se o capital político do prefeito cair, o cenário eleitoral pode se complicar.
Aliás, hoje a impressão no eleitorado local é de que o voto de Magalhães é intransferível e que a pressão dos aliados Theodorico Ferraço (DEM) e Paulo Hartung (PMDB) para a escolha de Orly foi equivocada. O prefeito teria mais chances se escolhesse como substituto no pleito um dos vereadores eleitos, para garantir capilaridade na disputa.
Esse cenário ajuda a complicar ainda mais as articulações no município. Na oposição, a ideia de ligação entre Gedson Merízio, o vereador mais votado em Guarapari, e o conselheiro do Tribunal de Contas (TCES) Rodrigo Chamoun teria inviabilizado a substituição da candidatura de Ricardo Conde.
A avaliação no município é de que esse cenário pode criar um caminho viável para o surgimento de uma terceira via. O que já aconteceu no passado, diga-se de passagem.
Na primeira eleição de Antonico Gottardo, a profusão de candidatos fez com que o vencedor se elegesse com 25% dos votos. Na época disputaram com ele Paulo Borges, Paulo Loureiro e Graciano Espíndula.

