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Eleição da Amunes é exercício de polarização política no Estado

A eleição da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes) pode ser um exercício de articulação para as principais lideranças do Estado. A disputa promete ser polarizada e colocar em debate não só o comando da entidade, mas o prestígio político das lideranças que buscam acomodação para a disputa de 2018.

De um lado está o prefeito de Viana, Gilson Daniel (PV), que teria hoje o apoio da maioria dos prefeitos. De outro está Guerino Zanon (PMDB), que não confirma seu nome na disputa abertamente. A eleição será no dia 29 de março e até lá muita coisa pode mudar, já que há interesses externos na disputa da Associação. A vitória na disputa da Amunes pode ser uma demonstração de força para a disputa estadual em 2018.

Daniel tem o apoio da senadora Rose de Freitas (PMDB) e de lideranças que não estão alinhadas ao projeto político do governador Paulo Hartung (PMDB). Rose de Freitas já manifestou interesse em disputar o governo do Estado, o que para o grupo de Hartung estaria fora de cogitação. Os dois, embora sejam do mesmo partido, caminham em sentidos totalmente diferentes.

Neste sentido, o governo pode entrar em campo para tentar virar o jogo. Isso significa inflar a candidatura de Guerino Zanon, com o selo palaciano. Aí podem entrar em cena as movimentações do governador Paulo Hartung para garantir a vitoria de um aliado na Associação. Mas com a política de austeridade pregada pelo governo, os prefeitos têm se sentindo desprestigiados, o que pode complicar a movimentação palaciana.

A distribuição desigual das forças armadas que vieram para o Estado na crise da segurança pública, privilegiando a Grande Vitória e cidades-polo, pode aumentar a insatisfação e dificultar ainda mais a investida do governo para emplacar o aliado.

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