Em entrevista ao jornal A Gazeta, no último dia 4 de janeiro, o presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado (Bandes), Guerino Balestrassi, destacou as linhas de crédito para as prefeituras e os projetos de inovação oriundos do Proedes. Esse discurso, porém, não convenceu parte do empresariado do Estado, já que os recursos do programa ainda são virtuais.
A curiosidade do mercado, porém, está no fato de o presidente do banco não ter citado os R$ 30 milhões disponíveis para o banco, oriundos do Fundo de Recuperação Econômica do Estado (Funres), que foi estadualizado por força de uma lei aprovada no final do ano passado na Assembleia.
O orçamento do Fundo aponta a disponibilidade em caixa do montante de R$ 93 milhões, dos quais foram alocados R$ 30 milhões para operação de crédito de fácil acesso no banco. A disponibilização dos recursos foi decidida na última reunião em novembro do ano passado, com colegiado do Geres, o grupo gestor do Fundo.
A preocupação de alguns empresários é de que o não conhecimento da disponibilidade do recurso, o único por enquanto em caixa, que tem trazido operacionalidade ao Banco, fique esquecida e o dinheiro não seja utilizado.
Os demandadores de crédito do Bandes não estão satisfeitos com as mudanças ocorridas no banco, em face da mudança da alíquota do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap), que desencadeou uma série de outras ações, que tornaram o banco gestor absoluto dos recursos.
No caso do Funres, que com a estadualização passou a se chamar Funder, o banco não precisa mais da aprovação do Geres para decidir sobre os investimentos, além da operacionalidade o banco agora também faz a análise inicial dos projetos.
Além do Funder, o Bandes também passará a ter controle sobre os investimentos dos recursos que ainda vão chegar do governo do Estado, como o Pró Invest Capixaba, o Fundepar, o novo Fundap e o Fundo de Inovação Tecnológica.

