O ex-deputado Paulo Roberto (PMDB) volta à Assembleia no próximo dia 7 cercado de incertezas sobre sua permanência na Casa. Qualquer suplente pode cobrar a vaga do peemedebista a qualquer momento. Isso porque, ele disputou a eleição para a Assembleia pelo PMN e mudou de partido após a eleição de 2010.
A eleição deste ano para prefeito tirou da Assembleia três deputados eleitos pela coligação formada por DEM-PSDB-PMN-PPS: Luciano Rezende, Luciano Pereira e Rodney Miranda, abrindo três vagas de suplência. Duas delas foram ocupadas de forma regular, com o retorno de Janete de Sá (PMN) e a entrada do vereador de Cachoeiro de Itapemrim, Marcus Mansur (PSDB).
Duas teses causam insegurança jurídica sobre a terceira vaga aberta. Se prevalecesse a tese de que a vaga pertence a coligação, a cadeira deveria ser ocupada pelo vereador reeleito de Colatina, Omir Castiglioni (PSDB). Mas há quem insista na tese de que as coligações são desfeitas após a eleição. Dessa maneira, a vaga pertenceria ao partido e, nesse caso, o dono da cadeira seria Orestes, do PMN, que teve 100 votos na eleição de 2010.
Um acordo costurado pelo deputado Theodorico Ferraço (DEM), com o apoio do Palácio Anchieta, estaria garantindo a vaga para Paulo Roberto. O governador Renato Casagrande teria, inclusive, sugerido ao peemedebista que retornasse aos quadros do PMN para evitar a insegurança, mas Paulo Roberto teria se recusado a aceitar o retorno.
A situação começa a causar problemas, já que o governador Renato Casagrande teria se comprometido em acomodar o deputado Esmael Almeida (PMDB), que perderá a vaga com o retorno de Rodrigo Coelho (PT) à Assembleia. Para evitar que Esmael cobre a vaga de Paulo Roberto, o governador tem buscado uma acomodação para Esmael em algum órgão do governo.
Mas a celeuma em torno da suplência assumida pelo peemedebista promete movimentar o plenário da Assembleia em 2013.

