Euclério Sampaio (PDT) assumiu a vaga do prefeito eleito de Aracruz Marcelo Coelho, do mesmo partido. Para a posse o deputado, que se destacou durante o governo passado por ser a única voz destoante da Assembleia Legislativa em relação ao Executivo, escolheu um terno verde para simbolizar a esperança.
Para o novo mandato, Euclério Sampaio não quer ser oposição, mas afirma que continuara “vigilante”. Quer ter a liberdade de tomar posturas sobre os temas tratados pelo legislativo estadual sem que sofra repressão, como ocorreu no governo Paulo Hartung.
Para os meios políticos, o retorno de Euclério Sampaio à Assembleia pode ser uma oportunidade para que a classe política discuta o governo passado, que com uma visão desenvolvimentista e com o apoio da elite econômica do Estado, não atendeu a várias áreas, sobretudo, a social.
O deputado questionou em vários momentos os problemas do governo passado, mas suas críticas eram descreditadas pela imprensa corporativa, para evitar que a imagem do ex-governador fosse maculada.
Na verdade, Euclério já poderia ter retornado à Assembleia antes. Durante boa parte do ano, o deputado Luiz Durão (PDT), em tratamento de saúde, teve que se ausentar da Assembleia. Mas uma manobra orquestrada pelo presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), evitou que o suplente fosse convocado.
A manobra consistiu em não deixar que o prazo de três meses de licença fosse ultrapassado. Quando a licença de Durão estava prestes a vencer, o parlamentar retornava por um ou dois dias, e protocolava novo pedido de afastamento, abrindo assim novo prazo.
Euclerio, porém, não tinha a intenção assumir um papel de crítico voraz, o que não justificava o excesso de preocupação de Ferraço e do restante do plenário da Assembleia.
Além de Euclério, que assume a vaga no lugar de Marcelo Coelho, outros quatro suplentes vão tomar posse no próximo dia 7 de janeiro, nas vagas de Luciano Pereira (DEM), Luciano Rezende (PPS), Henrique Vargas (PRP) e Rodney Miranda (DEM). Em seus lugares tomarão posse Marcus Mansur (PSDB), Janete de Sá (PMN), Paulo Roberto (PMDB ) – que na época disputou a eleição pelo PMN; e Jamir Malini (PTN).

