Os candidatos que disputaram a eleição no primeiro turno têm até o próximo dia 4 de novembro para enviar à Justiça Eleitoral as prestações de conta de campanha. A regra vale para todos os candidatos, inclusive, os vice e os suplentes, comitês financeiros e partidos políticos. A data só não vale para quem disputou o segundo turno, o que não aconteceu no Espírito Santo.
Com a prestação final de contas será possível saber quais empresas apostaram em quais candidatos nas eleições deste ano. Na prestação parcial apresentada em setembro, foi possível observar que muitas empresas de logística apostaram suas fichas nos principais candidatos ao governo. Boa parte delas preferiu não arriscar e colocou a mesma quantidade de recursos em Renato Casagrande (PSB) e em Paulo Hartung (PMDB).
A estratégia é para evitar perdas. Muitas lideranças, porém, reclamaram da falta de recursos, sobretudo os candidatos proporcionais. Com a necessidade de se prestar contas no meio da campanha, muitos doadores preferiram não investir para evitar desgastes com o mercado. A diminuição da possibilidade de caixa dois também foi uma consequência das prestações parciais, o que tirou dinheiro de campanha.
O dia 4 será também o último dia para os candidatos, os partidos políticos e as coligações, nos Estados onde não houve segundo turno, removerem as propagandas relativas às eleições, com a restauração do bem, se for o caso (Resolução nº 22.718/2008, art. 78 e Resolução nº 23.191/2009, art. 89). Uma situação complicada, já que ainda é possível ver muitas placas de candidatos que concorreram no primeiro turno espalhadas pelas ruas e terrenos particulares.
No dia 19 de dezembro é o último dia para a diplomação dos candidatos eleitos nas disputas deste ano. Até lá a Justiça Eleitoral deverá ter julgado todos os recursos que ainda tramitam em relação às eleições deste ano. Segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Tóffoli, já foram julgados 97% dos requerimentos de registros de candidatura que chegaram ao Tribunal. “Faltam apenas 3%. Com certeza, muito antes da diplomação dos eleitos, conseguiremos dar cabo desse pequeníssimo número de requerimentos que ainda pendem nesta Corte”, acentuou.

