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Grupo independente leva vantagem na disputa da Câmara de Vitória

A Câmara de Vitória passa por um impasse em relação à presidência da Casa, que será escolhida no ano que vem. O grupo de vereadores que defende a tese da conversa de poder para poder, que entre eles tem o atual presidente do Legislativo, Reinaldo Bolão (PT), pode acabar levando vantagem na disputa, por conta da falta de diálogo como prefeito Luciano Rezende (PPS).

Na primeira eleição de Bolão, o prefeito João Coser (PT) teve que dialogar com os vereadores para emplacar o petista na presidência.  Essa tese vai de encontro com a do prefeito eleito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), que diz que não discutirá com vereadores sobre o assunto porque defende a independência da Casa.

Mas ao mesmo tempo, ele dá sinais para dentro da Câmara de que pretende eleger o correligionário Fabrício Gandini. Mas sem conversar com os vereadores não vai conseguir, já que o grupo independente tem cinco vereadores e só precisa de três.

Essa movimentação de diálogo antecipado com o Executivo é uma experiência que vem se repetindo desde o período de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), quando os vereadores se reuniram e elegeram o vereador Ademar Rocha (PTdoB), que em sua gestão criou uma interlocução de poder para poder.

No período de Coser, para garantir a interlocução, o prefeito teve que abrir espaço no governo. Daí o fortalecimento dessa tese, que tem à frente Bolão, que pode influenciar o conjunto dos outros 11 vereadores, que são de antemão governistas.

Esses vereadores não fogem ao chamamento do prefeito, para eleger o candidato que o prefeito indicar. Se Rezende não conversar com o plenário e indicar o nome que deseja ver à frente da Câmara, esses vereadores ficarão liberados para votar na tese que interessa a todos, ao conjunto da Câmara.

 

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