domingo, abril 26, 2026
26.9 C
Vitória
domingo, abril 26, 2026
domingo, abril 26, 2026

Leia Também:

Ironia tem sido arma dos prefeitáveis de Vitória no segundo turno

Uma característica que vem ficado marcante nos debates realizados neste segundo turno da campanha eleitoral de Vitória, é a utilização pelos candidatos de mecanismos para tentar desequilibrar o adversário em frente às câmeras. No debate realizado pela TV Vitória, na noite dessa segunda-feira (22) e pela Rede Gazeta na manhã desta terça-feira (23), as provocações estiveram presentes o tempo todo.

Luiz Paulo insistiu no discurso de recuperação de sua imagem de homem público, após uma campanha difamatória, que segundo ele foi feita no primeiro turno e orquestrada pelo senador Magno Malta (PR). Luciano reagiu acusando Luiz Paulo de ter pedido dinheiro ao senador republicano.

O tucano, no debate da Gazeta, também acusou indiretamente o adversário de fazer caixa dois. Ele afirmou que Luciano teria feito uma campanha rica, mas só declarou R$ 143 mil no primeiro turno. O candidato do PPS afirmou que essa seria apenas a primeira parcial  e contra-atacou dizendo que seu candidato gastou 10 vezes mais.

Luciano também acusou o tucano de pagar uma empresa clandestina de Minas Gerais para fazer ligações para o eleitores, difamando o candidato do PPS. Luiz Paulo rebateu dizendo que pagou mesmo um telemarketing para explicar para os eleitores as alianças que o adversário estaria escondendo.

Todas essas trocas de acusações, em vários momentos esquentaram o clima entre os dois prefeitáveis, mas em vários outros momentos, os candidatos usaram indiretas para tentar desequilibrar o adversário. Luiz Paulo disse que faria uma investigação nas secretarias para apurar os gastos. Luciano provocou o tucano, dizendo para ter cuidado nessa investigação, pois “poderia ver que muitas secretarias estão nas mãos do PMDB, que hoje está na administração petista e que compõe chapa com Luiz Paulo.

Luiz Paulo também tentou desequilibrar o adversário, dizendo que ele deve ser um “super-homem”, pois fazia campanha milionária com R$ 143 mil e apresenta um número de obras desproporcionais ao seu período de permanência nas pastas.

As ironias e cutucadas chegaram a provocar risos na plateia que acompanhava o debate na manhã desta terça-feira, no auditório da Rede Gazeta. Mas por trás das provocações, estava a tentativa dos candidatos de levar os adversários ao limite. Para tentar não demonstrar destempero, os dois tentaram levar o tom do debate na ironia.

Os dois candidatos, que já foram aliados, até pela proximidade da coloração partidária, hoje demonstram por meio dos debates que as animosidades estão extrapolando o âmbito eleitoral. Mesmo nos temas específicos, os dois procuram formas de tentar provocar  o outro lado, desviando o foco das propostas para a cidade. A cinco dias da eleição, o clima pode esquentar ainda mais entre os dois.

Luciano Rezende começou o segundo turno em vantagem em relação ao tucano. Mas nesta reta final e com o novo perfil da disputa, os candidatos acirraram o enfrentamento e Luiz Paulo conseguiu imprimir uma investida forte contra o candidato do PPS, na tentativa de sensibilizar o eleitorado.

Paralelamente à ação de vitimização que Luiz Paulo imprimiu em sua campanha, os apoiadores do tucano vêm investindo no discurso amplamente difundido no governo Paulo Hartung (PMDB) do “medo do retrocesso”, por conta dos aliados de Luciano Rezende, que não pertencem ao grupo do ex-governador. 

Mais Lidas