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Lacerda pede clareza às lideranças do PT sobre eleição no Estado

Enquanto a campanha eleitoral avança, o clima dentro e fora do PT capixaba está cada vez mais quente e as lideranças do partido começam a cobrar comprometimento dos companheiros, tanto com o pleito nacional quanto estadual. Para o diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guilherme Lacerda, membro antigo do partido, a população capixaba precisa ser esclarecida sobre a atuação do governo federal no Estado.
 
Lacerda afirma que a relação estabelecida no início da década de 2000 pelo presidente Lula com o Espírito Santo, desde o adiantamento dos royalties do petróleo para o pagamento de dívidas trabalhistas do governo do Estado, nunca foi interrompida. Ele afirmou, porém, que houve um discurso repetido pela mídia do Estado e por lideranças políticas que tentam desconstruir esse trabalho. 
 
Ele cita como exemplo a Petrobras, que encerraria suas atividades no Estado em 2002, mas foi mantida pelo governo do PT e hoje conta com 1.500 funcionários no Espírito Santo. Lacerda afirmou, ainda, que há uma série de problemas que são atribuídos ao governo federal que, na verdade, não são de sua competência. 
 
O Aeroporto de Vitória é um dos casos, defende Lacerda, já que a obra foi paralisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mas a culpa foi colocada no governo federal. O mesmo vale para a concessão da BR-101, que envolveu uma crise entre os empresários interessados em explorar o trecho. Mais uma vez, afirma Lacerda, a responsabilidade caiu no colo do governo federal.
 
Ao ser questionado sobre a movimentação do ex-prefeito de Vitória, João Coser (PT), que faz uma candidatura clandestina no palanque do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), o diretor do BNDES destacaou que é preciso posicionamento das lideranças. No entanto, não quer acreditar em candidatura clandestina. E que a conversa com outros palanques deve ficar para um eventual segundo turno. 
 
Neste momento, afirmou, todo o engajamento das lideranças deve ficar focado no projeto do PT, tanto para a disputa presidencial quanto para a eleição ao governo do Estado. Além disso, deve-se também investir na divulgação da história do partido, sobretudo, em relação ao chamou de o “muito mal explicado para a população” governo Vitor Buaiz. 
 
Ao ser questionado se a situação de Roberto Carlos não prejudica Dilma, Guilherme Lacerda afirmou que a presidente melhorou o desempenho de sua  campanha no Espírito Santo.  Ele acredita que é preciso ampliar a campanha do companheiro petista. As pesquisas não indicam o reconhecimento do candidato pelo eleitor. Ele atribuiu isso à total necessidade em ampliar a campanha. Acredita que a partir do momento em que as pessoas conhecerem a história e o compromisso dele com o PT, haverá uma recuperação do desempenho eleitoral do partido.

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