A movimentação do PSB em Guarapari para eleger Gedson Merízio à presidência da Câmara Municipal, o que o colocaria à frente da prefeitura até a eleição extemporânea, na qual substituiria Ricardo Conde na nova disputa do município, quase deu certo. O problema é que a classe política local entendeu que Gedson é ligado ao conselheiro do Tribunal de Contas, Rodrigo Chamoun.
No município ventilava-se fortemente que Merízio estava consolidado como novo presidente da Câmara. Mas, depois de identificado o DNA de Chamoun na candidatura do vereador , uma debandada das forças políticas que estariam fechadas com o socialista teria acontecido no grupo.
Antes de virar conselheiro, Chamoun foi deputado reeleito por Guarapari. Em 2008, ele tentou sem sucesso disputar a prefeitura contra Edson Magalhães (PPS). Sua saída do mandato de deputado irritou políticos e eleitores em Guarapari, sua principal base.
A eleição da Câmara de Guarapari é fundamental para quem pretende disputar a eleição, já que o presidente eleito será virtualmente o prefeito durante o período eleitoral. Como a previsão é que a eleição no município aconteça em fevereiro, o escolhido pela Câmara vai comandar Guarapari por dois meses.
O candidato de saída do PSB é Ricardo Conde, que disputou a eleição em outubro passado. Mas como o número de votos do prefeito Edson Magalhães (PPS) – que teve a votação anulada pela Justiça Eleitoral – foi cerca de três vezes maior que o dele, o partido teria pensado em uma substituição para o novo pleito.
Merízio que foi o vereador eleito mais bem votado no município na eleição deste ano, obtendo 1.888 votos, seria o nome ideal para substituir Conde na nova disputa. Agora, o partido precisa encontrar outra solução ou compor com outros nomes se quiser levar à frente um palanque de oposição.
No lado da situação, o prefeito Edson Magalhães já escolheu o nome que receberá seu apoio, o empresário Orly Gomes (DEM), que foi candidato a vice em sua chapa, em outubro passado.

