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Militância e legenda têm papel secundário na captação de votos

As coligações partidárias formadas no Espírito Santo para as eleições proporcionais foram vantajosas para os partidos pequenos. Com poucos filiados, os partidos escolheram com muita cautela a acomodação nas chapas para garantir a competitividade de seus candidatos. Mas, composição da nova Assembleia e da bancada federal mostra que o perfil dos quadros é mais importante do que a força da militância na disputa por votos.
 
Exemplo disso são os novos partidos. O Pros é o menor partido do Estado, com apenas 80 filiados, segundo levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mesmo assim conseguiu manter seu deputado federal, o presidente do partido no Estado, deputado Jorge Silva.  
 
O mesmo aconteceu com o Solidariedade (SD), que garantiu o quarto mandato a Manato. Os dois deputados foram eleitos em 2010, pelo PDT, mas deixaram a sigla em setembro do ano passado, quando foi aberta a janela de transferência dos partidos, para as recém-criadas siglas. 
 
Neste caso não foi a novidade dos partidos — que alguns eleitores sequer conheciam — que deu votos aos candidatos. Os dois deputados, durante seus mandatos, ampliaram suas bases e estabeleceram uma rede de indução de votos que funcionou independente do trabalho de seus quadros para a disputa. 
 
O maior partido do Estado é o PMDB, que tem 41.620 mil filiados no Estado. Os votos no partido na eleição para deputado federal passaram de 186 mil, e a sigla reelegeu Lelo Coimbra, com 94.759 votos. O restante dos votos foi somado à coligação. Esse reforço ajudou a eleger também os deputados da coligação, inclusive Manato, que alcançou 67.631 votos e Jorge Silva, com 69.880 votos, além de Max Filho (PSDB), que obteve 91.210 votos. O partido não precisaria dos votos desta coligação, para eleger o tucano, já que o PSDB obteve 202.551 votos, acima do quociente eleitoral.
 
O PDT é a segunda maior sigla do Estado e conseguiu eleger dois deputados estaduais, totalizando 132.716 votos no partido. Na federal, elegeu o deputado federal mais bem votado do Estado, Sérgio Vidigal, com 161.744 dos 209. 979 votos que o partido obteve no Estado. 
 
Na Assembleia, outro exemplo de partido pequeno que alcançou representação com ajuda da coligação foi o PEN, que ao todo recebeu 29.634 votos e tem apenas 121 filiados. PTC tem um quadro mais amplo, 5.809 votos, mas conseguiu 32.126 votos, elegeu Eliana Dadalto em uma disputa até a última urna com Cirilo de Tarso, do também pequeno PCdoB. 
 
O PSD também é um partido novato, surgiu antes da eleição de 2008 e tem hoje no Estado 3.136 filiados. Em sua primeira eleição estadual elegeu Enivaldo dos Anjos para a Assembleia, com 18.625 dos 63.097 votos que o partido obteve na eleição deste ano. 
 
O PPS elegeu o deputado estadual mais bem votado do Estado, Amaro Neto. Mais um exemplo de como a figura pública agrega mais do que os ideais dos partidos. O partido recebeu 110.967, sendo 55.408 para Amaro Neto e 17.190 para Sandro Locutor, reeleito para a Assembleia. 
 
Na disputa federal, chamou atenção a grande votação do PSB, 267.008 votos, o que não garantiu ao partido a segunda cadeira na Câmara, mesmo com a alta votação de Vandinho Leite, que teve 86.506 mil votos. O deputado Paulo Foletto se reelegeu com 88.110 votos. 
 

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