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Para lideranças, Rose não pavimentou caminho para o Senado

Desde o ano passado, a deputada federal Rose de Freitas (PMDB) vem garantindo aos aliados que vai disputar a eleição ao Senado. Mas, essa tarefa, para as lideranças do PMDB, será bem difícil. A impressão dentro do partido é que a deputada não construiu as condições para erguer um palanque ao Senado e perdeu a oportunidade de tomar o controle interno do partido.
 
Neste sentido, pouca gente acredita que ela conseguiria vencer o ex-governador Paulo Hartung em prévias nas convenções de julho, caso ele decida assinar o livro de candidaturas ao Senado. Mesmo sem o controle da base, Hartung é um candidato com mais potencial para a disputa majoritária do que Rose. 
 
O controle do partido que era exercido pelo grupo de Hartung se dispersou no final do ano passado. Para os aliados, aquele era o momento para que Rose, como liderança histórica do partido, tomasse a frente do grupo estabelecendo internamente o embate com o grupo do ex-governador. 
 
Outro fator que prejudica Rose é o fato de, uma vez disputando o Senado, a deputada se desprende de sua bandeira municipalista, enfraquecendo as alianças com os prefeitos, que sempre atuaram como seus cabos eleitorais. Isto porque, os prefeitos precisam mais do deputado federal do que do senador nas arrecadações de recursos em Brasília. 
 
Hoje a base do partido põe seu foco na acomodação da chapa de estadual. Se tivesse tomado o controle do partido no momento certo, Rose evitaria a indefinição que vive hoje a sigla. Se Hartung disputar o Senado, abre uma brecha para que o partido lance candidatura própria ao governo, ao lado do senador Ricardo Ferraço, ao governo do Estado.
 
Com sete deputados estaduais, a bancada que poderia adotar a candidatura de Rose de Freitas no sentido de enfrentar esta movimentação – já que os parlamentares em sua maioria defendem a permanência no palanque do governador Renato Casagrande –, não acreditam na candidatura da deputada ao Senado. 

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