A uma semana do segundo turno da eleição em Vitória, a estratégia do candidato do PSDB, Luiz Paulo Vellozo Lucas, começa a causar impacto na disputa. Embora Luciano Rezende (PPS) permaneça na frente, o tucano ainda acredita em uma virada e para isso, vem investindo todos os esforços em uma campanha dura contra seu adversário.
Luiz Paulo que trabalhou todo o primeiro turno com uma estratégia de oposição ao PT, teve o discurso esvaziado com a chegada de Luciano Rezende à nova fase. O tucano, então, passou a adotar uma nova movimentação em duas frentes. Primeiro uma postura de vítima de ataques, aos quais atribuiu ao seu adversário, de que seria usuário de drogas. Levou a campanha, assim, para o campo emocional, tentando comover o eleitor, dizendo ser vitima de injustiça. Aliado a esse movimento, investiu também no campo da crítica aos aliados do candidato do PPS.
Nesta segunda-feira (22), em entrevista à Rádio CBN Vitória o candidato a vice na chapa de Luiz Paulo, o ex-secretário de Estado da Educação Haroldo Correa Rocha, voltou a criticar as alianças de Luciano, subindo o tom do debate. Sem citar nomes, o vice afirmou que esse tipo de “consócio” de última hora é que favorece os casos de corrupção. E que ao chegar à prefeitura, o candidato do PPS vai lotear os cargos.
Essa movimentação vai ao encontro de uma estratégia do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) de usar as vitrines eleitorais deste ano para criar um sentimento antiMagno Malta (PR). Isso porque o grupo acredita que o senador poderia ser candidato ao governo do Estado.
Outro ponto que vem sendo colocado na campanha é o enfrentamento ao PT. Numa tentativa de colar a imagem de Luciano à do PT, o tucano vem utilizando imagens da candidata petista Iriny Lopes em um debate no primeiro turno. Iriny negou várias vezes o apoio ao candidato do PPS e agora ingressou com uma ação na Justiça contra a utilização de suas imagens no programa tucano.
Iriny alerta para o fato de que a fala e a imagem estão descontextualizadas. No segundo turno, nem a candidata, nem o prefeito de Vitória ou qualquer liderança do partido declarou apoio a um dos candidatos. Em uma disputa polarizada entre o tucano e o candidato do PPS, a movimentação vem da própria militância do PT, que por conta da tensão nacional entre os dois partidos, não vota no PSDB.
A combinação dessas estratégias não tem feito com que o candidato tucano tenha um crescimento substancial, mas as movimentações estão confundindo a cabeça do eleitor e com uma semana de campanha pela frente, a ação tucana pode colocar em risco a vantagem de Luciano.

