Chamou atenção da classe política o espaço concedido pelo governo ao deputado serrano Jamir Malini (PP), que assumiu a suplência na Assembleia na vaga de Cacau Lorenzoni (PP), eleito prefeito de Marechal Floriano, na região serrana. Para a classe política, a articulação mostra a aproximação entre o governador Paulo Hartung e o grande aliado de Malini, o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede).
Além da vice-liderança, Malini é o terceiro secretário da Mesa Diretora. Também conquistou vagas em várias comissões permanentes da Assembleia. É vice-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, além de efetivo em Finanças; de Segurança e de Infraestrutura. Embora nenhum dos cargos seja de peso, a acomodação do deputado criou indagações nos bastidores, por se tratar de um suplente.
A movimentação, para alguns deputados, é totalmente voltada para a articulação do governador Paulo Hartung em tentar desgastar o grupo de seu principal desafeto político, Renato Casagrande (PSB). O socialista tem como base de apoio em formação o PPS, dos prefeitos Luciano Rezende (Vitória) e Juninho (Cariacica); o PV, do prefeito de Viana Gilson Daniel; o PP de Malini; e a Rede de Audifax.
Ao privilegiar o deputado do PP, o governador também fortalece sua aliança com o prefeito da Serra, de quem Malini é aliado, o que tira dois importantes atores do grupo de Casagrande, já que o PP é um partido com uma ampla base no Estado e a Rede comanda o município com maior população do Estado e onde Hartung perdeu a eleição contra Casagrande em 2104.
O espaço de Malini não foi uma medida que agradou a totalidade do plenário da Assembleia. Mesmo que o deputado tenha bom trânsito com os colegas, a exclusão de alguns parlamentares desalinhados ao Palácio e o privilégio do recém-chegado causou insatisfações entre alguns parlamentares.

