O presidenciável tucano Aécio Neves superou a presidente Dilma Rousseff nas urnas no Espírito Santo. Mas essa vitória não garante o fortalecimento do partido no Estado. Os tucanos elegeram um deputado federal, Max Filho, que não é tucano de origem e o vice-governador, Cesar Colnago. Suas atuações, porém, serão limitadas.
A vitória de Aécio confirmou a leitura da classe política, mas a diferença de 152 mil votos sobre Dilma não representou a expectativa do PSDB capixaba, já que o volume de campanha em favor de Aécio no Estado e os apoios do governador eleito Paulo Hartung (PMDB) e do governador Renato Casagrande (PSB) alimentavam a expectativa de que a vitória do tucano seria por uma margem muito mais larga.
Em uma bancada enfraquecida como a do Espírito Santo no Congresso Nacional, o ex-prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB) não vai ter condições de se estabelecer como uma voz de oposição em âmbito nacional. Até porque em suas gestões à frente do município, Max sempre teve ao lado como força auxiliar o PT.
Já o vice-governador César Colnago fica em compasso de espera. Ele pode assumir uma importante secretaria de Estado. O presidente regional do PSDB pode chegar ao governo em 2018, se Hartung se desincompatibilizar do cargo para a disputa a uma vaga ao Senado, o que seria seu caminho natural.
Fora isso, o partido, apesar de ter saído fortalecido da eleição tem divergências internas e precisa ainda se consolidar no jogo político depois de um bom período sem influir na conjuntura política capixaba. Devido às derrotas de 2010 e 2012.
Em nível nacional, o PSDB vai se dedicar a um momento de reflexão sobre os rumos a tomar e se debruçar sobre os mapas de votação para entender onde o partido errou e qual estratégia deve ser adotar para a próxima disputa. No Espírito Santo, as eleições de 2016 serão um bom teste para avaliar se o partido conseguiu transformar o resultado deste ano em algo politicamente palpável.

