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Psol vai levar bandeira dos direitos humanos para a disputa

No início de abril passado, o Psol lançou seus nomes na disputa eleitoral deste ano ao governo, com Camila Valadão; e ao Senado, com o advogado André Moreira. Nomes novos na disputa institucional que tentam mostrar que os protestos de rua de junho e julho de 2013 geraram sim lideranças políticas em condições de discutir dentro do sistema vigente as demandas levantadas nas ruas.

Em entrevista a Século Diário, que vai ao ar neste sábado (17), o candidato ao Senado pelo Psol explica como se deu a construção da candidatura dentro do partido. Formado na Universidade Federal do Espírito Santo, membro da OAB-ES, André Moreira tem uma ligação com os movimentos sociais que vem de longa data. Foi dirigente do Centro Acadêmico de Direito da Ufes e do Diretório Central dos Estudantes ( DCE).

Para sua campanha, vai atuar na defesa de um tema que conhece bem: os direitos humanos. Ele reconhece as dificuldades da bandeira e da movimentação política. Sem doações de empresas para a campanha e sem espaço no pesado jogo político do Estado, o Psol vai propor uma inversão das prioridades na agenda do Estado.

Moreira entende, porém, que o cenário que vai disputar é bem diferente daquele de 2010, em que o partido teve um bom desempenho na disputa ao Senado com Professor Renato – conquistou mais de 277 mil votos; nesta eleição sai candidato a deputado estadual pelo SDD. Naquele momento, lembra Moreira, duas vagas estavam em jogo o que facilitava a migração de um deles para o voto de protesto, mas acredita no amadurecimento do eleitorado, que já mostrou insatisfação com o quadro político atual do Espírito Santo.

Na entrevista, o candidato do Psol fala sobre a polarização entre Renato Casagrande (PSB) e Paulo Hartung (PMDB), destacando que não há disputa de projeto político para o Estado, apenas uma escolha sobre quem será operador dos interesses da elite empresarial capixaba, que comanda a política no Espírito Santo desde a ditadura militar.

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