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PT na disputa ao governo do Estado pode levar eleição para o segundo turno

De isolado e desidratado, o PT capixaba pode mudar o jogo eleitoral no Estado, levando a disputa para o segundo turno, caso defina a entrada na eleição ao Palácio Anchieta. Mas, para isso, as lideranças do partido precisam convencer o presidente da sigla, João Coser, a assumir a dianteira do palanque. 
 
Coser quer ser candidato ao Senado e procura uma forma de não entrar em atrito com os palanques de Paulo Hartung (PMDB) e de Renato Casagrande. Mas se houver uma definição pela candidatura ao governo, o presidente do partido deve assumir a responsabilidade, pelo menos, é o que acreditam seus aliados. 
 
O PT conversava com o PSB, mas diante da colocação do nome de Hartung, o partido se afastou dos socialistas, o que permitiu que o governador Renato Casagrande abrisse mão da neutralidade, assumindo o palanque do candidato a presidente pelo partido, Eduardo Campos. 
 
Para decepção do PT, o ex-governador Paulo Hartung não assumiu o palanque da presidente Dilma Rousseff. O caminho para o partido seria puxar um palanque ao lado do PDT e do PR, tendo o delegado Fabiano Contarato como candidato ao Senado. Muitos nomes foram colocados como alternativas, mas as lideranças do partido entendem que apenas Coser tem condições de puxar o palanque da presidente Dilma Rousseff. 
 
Para os meios políticos, ao lado do PDT e do PR, o PT teria uma opção mais interessante para sair do imbróglio em que se envolveu com a indefinição de Hartung sobre a eleição presidencial. Como a prioridade do partido é erguer o palanque de Dilma no Estado e o PMDB oscila em assumir o palanque petista, o partido precisa tomar uma decisão. A definição do PDT nacional, determinando que o partido caminhe com Dilma no Estado, facilita a movimentação do PT. O fato de o PR precisar de um abrigo para a campanha ao Senado também se harmoniza com a intenção do PT nacional.
 
Como a eleição se desenha como bastante acirrada entre o governador e seu antecessor, a entrada do PT na disputa pode puxar votos suficientes para levar a disputa para a nova fase e aí então, escolher um caminho a seguir. Mas neste primeiro momento, tudo indica que o PT não terá como caminhar com os dois palanques colocados ao governo. 
 
Se no PT a composição facilita a definição do partido, no palanque de Hartung essa movimentação levaria sua candidatura ao isolamento. Afinal, apenas o DEM continuaria ao lado do PMDB na campanha de Hartung ao governo. Até o fim do mês, quando a maioria dos partidos fará suas convenções, os grupos devem avaliar todos os riscos e tomar uma decisão sobre os palanques a serem finalmente definidos para a eleição. 

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