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Roberto Carlos descarta rótulo de ‘laranja’ e aposta em eleição com dois turnos

O deputado estadual Roberto Carlos, candidato ao governo do Estado pelo PT, acredita que vai levar a disputa para o 2º turno. Em sabatina realizada pela Rádio CBN Vitória nesta terça-feira (12), o petista rechaçou o rótulo de “candidato laranja” e projeta que a candidatura terá pelo menos 15% dos votos, margem histórica do partido no Espírito Santo. Ele defendeu ainda o presidente estadual da sigla e candidato ao Senado, João Coser, que tem circulado com adversários do PT, caso do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). “Esse fato não me incomoda, já que a militância e a juventude estão na minha campanha”, afirmou.

Durante a entrevista, o petista explicou que a sua candidatura foi provocada pela falta de alinhamento dos dois principais palanques desta eleição – do governador Renato Casagrande e do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), que chamou de “gigantes com pés de barro” – ao projeto nacional do PT. Sobre a reunião no escritório do peemedebista, que levou aos meios políticos a impressão de que se trataria de uma “candidatura laranja”, Roberto Carlos afirmou que foi ouvir pessoalmente de Hartung que ele não subiria no palanque da presidente Dilma Rousseff no Espírito Santo.

“A prioridade do partido é a reeleição de Dilma, mas uma coisa não anula a outra. No Espírito Santo, vamos nos apresentar como uma alternativa à unanimidade política que governou nos últimos 12 anos. […] Quando o ex-governador falou que não faria o palanque para Dilma, nós assumimos essa função. Jamais me permitiria o papel de ser coadjuvante na disputa. A nossa candidatura é para valer”, cravou o petista.

Sobre a participação de Coser na campanha, o deputado avaliou que o ex-prefeito de Vitória tem ajudado na construção da sua candidatura, mas não exigiu que ele abra mão de apoios “clandestinos”. Essa posição “mais flexível” só muda quando ele se refere ao PDT, que compõe a aliança com os petistas. Roberto Carlos defende que o presidente da sigla, o ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, se explique sobre o apoio informal a Paulo Hartung. No lançamento de sua candidatura para deputado federal no último sábado (9), Vidigal convidou Hartung e Coser e deixou Roberto Carlos de fora. Antes disso, Vidigal já havia liberado os partidários do PDT.

Em relação às intenções de voto nas primeiras pesquisas, Roberto Carlos espera chegar a 4% ou 5% antes do início da campanha eleitoral no rádio e TV – marcada para o próximo dia 19. “A partir do horário eleitoral, a população vai identificar o projeto do PT no Estado. Não temos ansiedade com os resultados das primeiras pesquisas, vamos atingir o patamar histórico do partido, em torno de 15% do eleitorado”, considerou.

Apesar do estilo cordial no trato com os adversários, o deputado estadual fez algumas provocações, como as críticas nas ações dos dois governos no enfrentamento da violência e a falta de prioridade nos investimentos na área de Educação, principal bandeira do petista – que vai assumir a alcunha de Professor Roberto Carlos na campanha. “Eu acho tímidas as ações para a juventude nas áreas de atuação do programa Estado Presente”, afirmou o candidato.

Em relação a Paulo Hartung, o petista, que já havia colocado o ex-governador em uma saia justa no debate promovido pela mesma rádio na semana passada ao responder sobre a criação de uma universidade pública estadual, atacou um dos símbolos de seu governo: o Cais das Artes – obra que já consumiu mais de R$ 150 milhões e ainda não foi concluída. “Enquanto os pais recorrem à Justiça para garantir matrículas em escolas públicas, o Estado fez o Cais das Artes e o [estádio] Kleber Andrade. Não sou contra essas obras, mas qual é a prioridade?”, cutucou.

Além de se mostrar com uma alternativa aos dois principais candidatos ao governo, Roberto Carlos assume outra missão: desmistificar a ideia de que a presidente Dilma não gosta do Estado. Para isso, o petista já tem o discurso na ponta da língua. O candidato vai listar as obras feitas pelo governo Federal em solo capixaba, como a ampliação da rede de escolas técnicas (Ifes), construção de moradias populares e obras da União ‘escondidas’ pelo governo estadual e prefeituras municipais.

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