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Secretário André Garcia vira ‘boi de piranha’ da classe política

A expectativa no mercado político até a última sexta-feira (3), quando o governador Paulo Hartung (PMDB) foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para a retirada de um tumor na bexiga, era sobre a nova cara do secretariado estadual. Mas nas mexidas esperadas, não estava o nome do secretário de Segurança, André Garcia.

O dono da pasta, que antecedeu Garcia, Rodney Miranda (DEM), era esperado, depois de perder a eleição em Vila Velha, para assumir o Desenvolvimento Econômico. Mas com os últimos acontecimentos, o cargo de Garcia está em risco.

Para alguns observadores, a subserviência dos deputados estaduais e parte das lideranças políticas do Estado jamais permitiriam uma crítica direta ao governador do Estado. Mas alguém tem de ser responsabilizado pelo caos vivido pela população e um discurso é esperado das lideranças políticas que, acuadas, escolheram o secretário como “boi de piranha”.

A Secretaria de Segurança, aliada à de Justiça, sempre foram pontos de fragilidade do governo Paulo Hartung, seja no seu terceiro mandato, com a maquiagem dos números de homicídios, seja pelos escândalos nos presídios, no período Rodney Miranda.

Desta vez, porém, o entendimento dos observadores é de que o problema não estaria na gestão da secretaria em si, mas na política de austeridade do governador, que cortou gastos, inclusive em áreas sensíveis, como processo de construção de uma imagem de superação econômica, com base em ajuste fiscal.

Com a imagem construída de Hartung em parceria com um forte trabalho de marketing para fora do Estado, a classe política evita entrar em rota de colisão com o governador, deixando para seus comandados o foco das insatisfações.

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