Embora Luciano Rezende (PPS) nunca tenha se expressado publicamente sobre o assunto, os vereadores de Vitória leem os sinais do prefeito eleito para a eleição da Mesa Diretora da Casa e entendem que há intenção do Executivo de emplacar Fabrício Gandini, também do PPS, na presidência da Casa.
Mas isso não será uma missão muito fácil. Para alguns vereadores Luciano tem ao mesmo tempo a vantagem e o prejuízo de ser o candidato do prefeito, e mesmo tendo qualidades para o cargo, o sentimento no plenário é de que ninguém votará em Gandini sem antes conversar com Luciano.
A movimentação não é inédita na Casa. Para eleger o vereador Reinaldo Bolão (PT), o prefeito João Coser teve que fazer concessões na prefeitura. Luciano Rezende não firmou, até o momento, qualquer compromisso com os vereadores, e por isso, terá dificuldade em eleger Gandini.
Os vereadores eleitos e antigos devem se reunir para debater o assunto, mas querem conversar mesmo é com o prefeito eleito para buscar um acordo sobre a eleição na Câmara de Vitória.
Sem o entendimento em torno de Gandini, quem vem se fortalecendo nas movimentações para a eleição da Mesa é o atual presidente da Casa, Reinaldo Bolão, que hoje teria mais votos que Gandini na disputa pela presidência da Mesa. A nova condução de Bolão ao cargo garantiria a independência da Casa em relação à prefeitura, segundo alguns vereadores.
Mas para os meios políticos, até a eleição da Mesa, que acontecerá em janeiro do próximo ano, o prefeito, que é oriundo da Câmara e conhece bem a movimentação dos ex-colegas de plenário, deve entrar em entendimento com a Casa.

