A doença falciforme é uma doença do sangue, hereditária, crônica, tratável e curável, responsável pela obstrução de vasos sanguíneos, com crises de dor, enfartamento e necrose em diversos órgãos, com alto índice de mortalidade, provocado principalmente pelo despreparo dos profissionais de saúde na urgência e emergência.
A Portaria nº 035-R, que institui a Assistência Integral às Pessoas com Doença Falciforme no SUS, ainda não saiu do papel porque os municípios não têm cadastro atualizado, desconhecendo quantos são, onde estão, e como estão os pacientes que têm a doença. O Estado ocupa o 4º lugar nacional na incidência dessa doença, sendo que a estimativa do Ministério da Saúde é que sejam 4 mil pacientes falciformes no Estado.
Apesar de a formação continuada estar prevista nesta norma, a negligência e a invisibilidade permeia o tratamento aos pacientes.
De acordo com a vice-presidente da Asmufes, a enfermeira Rosângela Jasper, os aspectos que envolvem a falta de atenção aos pacientes falcêmicos apresentam-se como descaso, por se tratar de uma doença de maior prevalência na população negra, já que esta população está em grande parte entre as mais pobres e tem maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde, fruto da discriminação racial. Esta condição demanda a maior concentração de serviços em áreas de periferia, onde a infraestrutura é ausente ou deficiente.

