O número de casos de dengue sofreu queda de 74% na comparação semestral: são 73.279 notificações de janeiro a junho de 2013 contra 18.776 no igual período deste ano. Os dados, obtidos das primeiras 27 semanas epidemiológicas, reforçam a tendência cíclica da doença no Estado e a importância das ações de prevenção.
Desde que passou a ser registrado por aqui na década de 1990, o número de casos apresentou variações. “Quando é maior em um ano, no outro diminui, geralmente. Em 2013 atingimos o recorde de 81.892 notificações, portanto, esperávamos que elas fossem menores em 2014”, afirma a coordenadora da Vigilância em Saúde do Estado, Gilsa Rodrigues.
Ela, no entanto, lembra que não se deve relaxar no combate ao mosquito. “O fato de termos um menor número agora nos permite atentar para a prevenção antes da chegada do verão, que reúne calor, umidade e chuva, condições propícias para o aparecimento da dengue”.
Segundo Gilsa, apesar do menor número de casos neste ano, observa-se uma gravidade importante, que são internações de pacientes graves e com ocorrência de óbitos. Isto reforça que mesmo surtos ou epidemias menores causam grande impacto, o que demanda ações de prevenção de forma ininterrupta durante todo o ano.
A orientação é escolher um dia da semana fixo para fazer vistoria em casa ou no apartamento atrás de objetos que armazenam água, impedindo o ciclo de reprodução do mosquito. O Aedes aegypti leva cerca de nove dias para se desenvolver do ovo à fase adulta.

