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Ministério da Saúde torna obrigatória notificação dos casos de infecção por HIV

O Ministério da Saúde (MS) tornou obrigatória a notificação de todos os casos de infecção pelo vírus HIV. Antes, salvo exceções, tinha-se somente o registro compulsório de pessoas que já haviam desenvolvido a Aids. A mudança, em vigor desde a publicação de portaria no mês de junho, tem o objetivo principal de intervir precocemente no tratamento do paciente, mas também ajudará a conhecer melhor o perfil da epidemia. 
 
A notificação de infecções era obrigatória apenas em casos de gestantes e bebês com o HIV. Portanto, a medida é avaliada como positiva para a coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids, Sandra Fagundes.  “Além de possibilitar conhecer melhor o perfil da população infectada, antecipando medidas e ações de controle, essa alteração é ótima para o diagnóstico e tratamento precoce. O paciente vai procurar o serviço mais rápido para não adoecer”, diz. 
 
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV, publicado em novembro de 2013, todos os adultos que testarem positivo para o vírus já poderão iniciar o tratamento medicamentoso nos serviços especializados da rede pública de saúde. Anteriormente essa portaria federal, o MS só liberava coquetel anti-HIV às pessoas doentes.
 
“Estudos feitos em países como Suécia, Suíça e Estados Unidos mostram que o adulto soropositivo que já começa a tomar os antirretrovirais fica com carga viral zero e isto reduz a transmissão do vírus por meio de relação sexual. É o que chamamos de tratamento como prevenção”, destaca Sandra Fagundes.

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